3 de dez. de 2010


Representante gaúcha no Miss Itália Nel Mondo é assassinada em Caxias


Nota atualizada em 3 de dezembro as 19,00hs



No dia 19 de novembro, Farenzena e Caren foram fotografados juntos em uma festa, em Caxias do Sul Foto: Robson Ramos, divulgação 
Mãe admite ter ajudado o filho na morte de universitária em Caxias do Sul 

A mãe do jovem desempregado Eduardo Farenzena, 19 anos, admitiu ter participação na morte da miss e estudante universitária Caren Brum Paim, 22, em Caxias do Sul. Ele será responsabilizado pelo homicídio e, ela, por ocultação de cadáver.
Ela comentou que ajudou o filho a colocar o corpo da representante gaúcha no Miss Itália Nel Mondo no porta-malas do Palio da família e a jogá-lo nas margens da Rota do Sol, na entrada de Fazenda Souza, em Caxias.
Na quinta-feira e hoje, a mãe acompanhou o filho nos depoimentos. Teria sido ela, inclusive, a primeira pessoa a confessar ao delegado Marcelo Grolli, da 3ª DP, a participação do rapaz no crime. Diante do depoimento da mãe, o filho não teve como seguir negando a autoria.

Caren e Farenzena eram vizinhos, no bairro Desvio Rizzo. A miss teria ido a pé até a casa do rapaz, após sair da academia. A informação inicial, prestada pela família, era de que o sumiço e crime teriam ocorrido na segunda-feira. Ontem, porém, a polícia confirmou que foi na terça-feira.

Na casa do rapaz ouve uma discussão e ela foi esganada, até desmaiar. Depois, o jovem pegou uma gravata e a matou. Em seguida, ligou para a mãe, pedindo ajuda.
A mãe foi até a casa do rapaz e ajudou a colocar o corpo no porta-malas do carro, indo com ele até o endereço da desova.

O delegado Grolli não quis fornecer o nome da mãe, sob a alegação de que esse seria parte de um acordo.
O primeiro seria um jovem de 19 anos, morador das imediações da casa da família, no Bairro Desvio Rizzo. Em depoimento à polícia na tarde desta quinta-feira, ele admitiu que esteve com a miss na segunda-feira, dia do sumiço. Caren teria sido raptada na saída de uma academia no mesmo bairro. Porém, o rapaz nega qualquer envolvimento no sumiço e morte.
Outro suspeito da família é um professor universitário que estaria apaixonado por ela e a pressionava para que aceitasse namorá-lo. Ele ainda não foi localizado pela polícia.
Caren morava havia quatro anos com um rapaz de Bagé, com quem namorava desde os 13 anos.
Pouco depois do enterro, em Bagé, a mãe de Caren, Sonia Brum, 47 anos, fez uma revelação:
— Ela brincou dizendo que ia abrir a cesta de Natal que havia ganho porque não sabia se estaria viva até lá. Parece que ela estava sentindo que algo ia acontecer.
Segundo o Organizador da etapa estadual do concurso Miss Itália Nel Mondo, o agente de modelos Edson Ferreira, Caren estava feliz com os cursos de interpretação que havia concluído ultimamente, no Rio de Janeiro. Ela havia confidenciado ao organizador do concurso que tinha o sonho de atuar no cinema, onde fazia cursos, por isso as idas e vindas constantes à Cidade Maravilhosa.

Pioneiro

 

Controle de idas ao banheiro não implica danos morais

A 4ª turma do TST entende que é possível haver controle pelo empregador de eventuais afastamentos dos funcionários do local de serviço, como nas idas ao banheiro, na medida em que alguns postos de trabalho não podem ficar sem atendimento.

Essa foi a situação enfrentada por ex-empregada da Teleperformance CRM que atendia clientes da Brasil Telecom pelo sistema de “call center”. A atendente entrou com pedido de indenização por danos morais pelo suposto abalo psicológico sofrido em função da necessidade de pedir autorização aos supervisores para ir ao toalete.

Na primeira instância, a empresa foi condenada a pagar indenização por danos morais à trabalhadora, tendo em vista as limitações impostas quanto o uso do banheiro, contudo o TRT da 18ª região reformou a decisão para excluir os R$ 2 mil fixados na reparação. Segundo o TRT, testemunhas confirmaram que havia necessidade de autorização para os operadores deixarem seus postos de trabalho, mas não impedimento.

O Regional concluiu que o fato de a empregada ter que aguardar alguns instantes antes de ser liberada não constitui constrangimento capaz de justificar o pagamento de indenização por dano moral.

Além do mais, uma das testemunhas contou que, em certa ocasião, quando a trabalhadora teve o pedido para ir ao banheiro negado pelo supervisor – e foi assim mesmo, não sofreu punição. Portanto, segundo o TRT, inexistindo comprovação de ofensa à privacidade da trabalhadora, é indevida qualquer reparação nesse sentido.


No recurso de revista analisado pelo ministro Fernando Eizo Ono, a empregada argumentou que tinha direito à indenização por danos morais porque ficou confirmado nos autos que havia restrição de uso do banheiro. Entretanto, o relator observou que a questão tinha sido bem interpretada pelo regional e que não houve desrespeito a dispositivos constitucionais, como alegado pela trabalhadora.


O ministro Eizo Ono ainda esclareceu que, de acordo com o quadro fático descrito pelo TRT, a empregada não sofreu constrangimento capaz de gerar dano moral, pois existia simples controle das idas ao banheiro para que os postos de atendimento não ficassem desguarnecidos – até porque os serviços oferecidos pela empresa recebiam fiscalização direta da Anatel.

Por consequência, o relator rejeitou o recurso, uma vez que, somente com reexame de fatos e provas do processo, seria possível restabelecer a alegação da empregada de que passava por situação que lhe causava abalo psicológico – o que não é possível no âmbito do TST. Esse entendimento foi acompanhado, à unanimidade, pela 4ª turma.

Processo Relacionado : RR- 28000-70.2008.5.18.0012 – clique aqui.

Maioria de usuários de celular gostaria de ouvir suas rádios locais

A Associação Nacional de Broadcasters emitiu recentemente um comunicado comemorando os resultados de uma recente pesquisa realizada pela Harris Interactive em Washington – EUA, que mostra que uma maioria considerável de usuários de telefonia celular americana gostaria que seus celulares lhes proporcionasse ouvir suas estações de rádio locais.
A pesquisa foi encomendada pela National Association of Broadcasters (NAB) e realizada como parte de uma pesquisa nacional online, recebendo as opiniões de 2.587 adultos.


“Os resultados dessa pesquisa demonstram que há uma demanda significativa de pessoas interessadas em ouvir rádio de seus telefones celulares”, segundo o Vice-Presidente Executivo de Comunicação da NAB, Dennis Wharton (foto). “Infelizmente, a maioria dos portadores de celulares nos EUA têm negada a possibilidade de ouvir suas estações de rádio preferidas gratuitamente. Grande parte do mercado de telefonia celular dos EUA tem contratos de exclusividade entre operadoras e fabricantes, fazendo com que a maioria dos consumidores paguem uma taxa-base, sem alternativas de livre difusão”.

Os resultados mostram que:

Três quartos (76 por cento) dos proprietários de telefone celular consideraria pagar uma taxa única de 30 centavos para acessar estações de rádio locais.
Previsões meteorológicas locais e música são as principais razões que os fariam ouvir suas estações de rádio pelo celular.

Setenta e três por cento dos proprietários de telefone celular indicaram que ter um rádio embutido no seu telefone celular, capaz de proporcionar condições meteorológicas locais e alertas de emergência em tempo real, seria “muito” ou “um tanto quanto importante”.
Embora dois terços (66 por cento) dos adultos admita que usaria o recurso, os jovens são mais propensos à utilização. Setenta e um por cento dos 18-44 anos de idade, assim como 73 por cento dos adultos solteiros e/ou que nunca se casaram, disseram que usariam seus celulares para ouvir as estações de rádio locais se seus aparelhos fossem equipados para tal fim, através do uso de aplicativos ou planos de suas operadoras de telefonia móvel.

Um estudo de 2008 feito pela empresa de market global TNS descobriu que 45% dos usuários de celulares na América Latina e Ásia citaram o rádio AM / FM como uma das três principais razões para a compra de um celular – tornando o recurso mais popular do que o acesso à Internet, mensagens de texto e câmera fotográfica. Outra pesquisa do mesmo ano, encomendada pela NAB FASTROAD, concluiu que o crescimento na venda dos celulares com recurso de rádio FM é muito grande em todo o mundo, e espera-se alcançar 45 por cento, ou 700 milhões de aparelhos, em 2011.

Wharton NAB sugere o motivo das operadoras sem fio dos EUA e os fabricantes de dispositivos impedirem o acesso dos consumidores às rádios FM pelos celulares gratuitamente: “Pode ser um simples caso de comportamento anti-competitivo”, arrisca ele. “Cada minuto que um usuário de telefone celular escuta rádio local livre é menos um minuto gasto com ligações e aplicativos tarifados. Além disso, como ouvir rádio local não necessitaria de banda larga, os assinantes de telefonia celular não seriam obrigados a pagar as crescentes taxas das transmissões de dados e dos aplicativos.”

Fonte: rádio Agencia

Texto: Roberta Carrano / Fonte: National Association of Broadcasters

 

Chanel n°5 de Marilyn Monroe na mira ambiental

Com demanda crescente continua por recursos naturais (35% maior que a capacidade de renovação da natureza), a base da economia mundial, o alerta dos ambientalistas tem ecoado e transformado as ações produtivas das grandes empresas e corporações espalhadas pelo globo.

Mundialmente famoso e eternizado pela belíssima Marilyn Monroe, o perfume Chanel n°5 é produzido a partir do óleo essencial de uma planta nativa da Amazônia conhecida popularmente como pau-rosa (Aniba rosaeodora Ducke) e que, devido à sua aguda extração, corre risco de desaparecimento.




Tal espécie é só mais uma sob ameaça de extinção, já que segundo o relatório “A economia dos ecossistemas e da biodiversidade”, publicado pela Onu, nos últimos 50 anos mais de 60% dos recursos ambientais foram degradados pelo homem de forma irracional ou não planejada.

Para os amantes do perfume, a boa notícia é que pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) já estudam uma fórmula de se obter o óleo essencial da planta sem a necessidade de desmatamento.

Os testes iniciais já apontam para aproveitamento 30% maior que no método habitual.

Do blog Claret/Nilmar Barcelos




Projeto transforma lixo em combustível em SP



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 33,9 milhões para investimentos da Estre Ambiental, empresa nacional de gestão de resíduos sólidos e tratamento de áreas degradadas.
Os recursos serão usados na implantação de uma unidade de processamento de resíduos, com capacidade de produção de 450 toneladas anuais de combustível derivado de resíduos (CDR). O CDR é um combustível em forma de flocos que pode ser usado na alimentação de caldeiras e fornos industriais.
Esta é a primeira vez que o BNDES financia um na área de resíduos sólidos para transformação de lixo urbano em energia.
O projeto da Estre prevê a expansão dos aterros sanitários de Itapevi e Paulínia, no Estado de São Paulo, a captação de biogás com geração de crédito de carbono e a produção de combustível derivado de resíduo sólido.
A Estreo ampliará sua capacidade de destinação dos resíduos sólidos urbanos das regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas e aumentará a captação de gás metano nos aterros sanitários.
Os resíduos domiciliares e industriais serão reciclados, reaproveitados e transformados em insumo energético em outro processo produtivo, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região, destaca o BNDES.
O principal mercado do CDR serão as usinas de cana-de-açúcar que operam próximo à região do projeto, bem como o coprocessamento em fornos de cimento. Atualmente, as usinas sucroalcooleiras usam bagaço de cana, enquanto as cimenteiras utilizam coque para aumento do poder calorífico de seus fornos. No entanto, o cultivo da cana é sazonal, fazendo com que haja grande variação no seu fornecimento ao longo do ano.
O CDR é produzido durante todo o ano, podendo, inclusive, ser estocado, o que permitirá um ganho de eficiência permanente dos fornos. Além disso, o potencial calorífico do CDR é superior ao do bagaço de cana. O coque, por sua vez, tem custo superior ao CDR, observa o BNDES, em nota.
O banco começou a atuar no setor de resíduos sólidos em 2002. Hoje, a carteira do Banco soma R$ 780 milhões de financiamentos aprovados para o setor de gestão de resíduos sólidos, entre operações diretas e indiretas.
Téo Takar | Valor

 

USP cria aparelho barato que diagnostica e trata câncer

Batizada inicialmente de Mardoscope, tecnologia pode custar 7.000 reais


“O tratamento poderá ser realizado em apenas um dia”
Diz Mardoqueu Martins da Costa, coordenador do estudo

Um aparelho portátil capaz de diagnosticar e tratar o câncer de pele está sendo testado na Universidade de São Paulo (USP).

Batizado temporariamente de Mardoscope, a tecnologia usa a fluorescência para detectar alterações no epitélio (tecido) de pacientes e já inicia o tratamento contra a doença. A previsão é de que ele custe cerca de 7.000 reais, de acordo com a Agência USP.

Em pesquisa prévia, a equipe da universidade havia percebido que os componentes químicos de tecidos lesados pelo câncer se alteravam na presença de ácido e luz ultravioleta.  Desenvolveram, então, um teste em que um ácido chamado aminolevulínico (ALA) é aplicado como uma pomada na parte de aparência doente e, em seguida, submetida a uma luz ultravioleta para realizar o diagnóstico.

“Quando se tem uma suspeita de câncer de pele, mantemos o ácido na pele e emitimos uma luz vermelha capaz de ativá-lo, realizando o tratamento”, diz o coordenador do estudo, Mardoqueu Martins da Costa. A luz vermelha, quando emitida na região doente, oxida e mata as células com câncer. “O tratamento contra o câncer poderá ser realizado em apenas um dia.”

O método se contrapõe à cirurgia que é feita atualmente para remover o tumor. “A remoção cirúrgica implica na retirada do tecido doente. Outro método convencional para combater o câncer de pele é a criogenia, ou seja, a utilização de nitrogênio líquido para queimar as lesões. No método fotodinâmico não é preciso remover o tecido”, explica o físico.
(Com Agência Estado)

NASA: bactéria “alienígena” encontrada na Califórnia

Para quem esperava por ETs, a decepção foi geral. Mesmo quem especulou sobre bactérias extraterrestres deve ter ficado desencantado.
A NASA acaba de anunciar os resultados de um estudo que pode ter descoberto, na Terra, uma bactéria que, para sobreviver, não depende dos elementos químicos tradicionalmente associados à vida – e isto apontaria para a possibilidade de formas de vida no espaço diferentes da vida que conhecemos na Terra.
Busca por vida extraterrestre
Foram dias de intensas especulações depois que a NASA anunciou, no dia 29 de Novembro, que faria uma conferência hoje “para discutir uma descoberta em astrobiologia que irá impactar a busca por evidências de vida extraterrestre”.
Quem leu com atenção e se fixou apenas nos termos usados pela agência espacial não alimentou muitas expectativas – a NASA falava em impactar a buscabusca por vida, e não sobre a localização de vida extraterrestre.
Além disso, nenhum dos cientistas que estarão presentes na conferência que acontecerá daqui a pouco tem ligação com qualquer projeto em andamento que pudesse ter colhido evidências diretas de vida extraterrestre.

Felisa Wolfe-Simon recolhe cuidadosamente amostras da sua "bactéria extraterrestre" em lago salgado da Califórnia.

A imprensa já havia recebido o material com antecedência, sob a condição de não publicá-lo antes das 19h00 (horário de Brasília). Mas um site holandês quebrou o chamado “embargo” e a revista Science autorizou a publicação antecipada da notícia.
A expectativa pode ter ofuscado um pouco o brilho do achado – mas é um achado importante e, se confirmado por outros experimentos e por outros cientistas, expande o conceito de vida, ao menos nas condições necessárias para mantê-la.
Química da vida
Os livros-texto afirmam que a química da vida é muito específica, requerendo sempre seis elementos químicos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Qualquer alteração além desse grupo muda a reatividade e a estabilidade molecular, e a vida não se sustenta.
O elemento fósforo normalmente está presente na forma de um fosfato inorgânico.
Agora, Felisa Wolfe-Simon e seus colegas descobriram uma bactéria, chamada GFAJ-1, no salgado Lago Mono, na Califórnia, que parece substituir o fosfato por arsênio, ou arsênico, o elemento químico de número atômico 33 e símbolo As.
Ocorre que o arsênio é fortemente tóxico para os seres vivos. Embora quimicamente ele se comporte de forma similar ao fosfato, ele quebra as rotas metabólicas que sustentam a vida.
Bactéria  
A proteobactéria GFAJ-1, da família Halomonadaceae, parece substituir o fosfato por arsênio, levantando a possibilidade de formas de vida totalmente diferentes das atualmente conhecidas. [Imagem: Henry Bortman/Science]
Não é a primeira vez que cientistas encontram organismos que alteram quimicamente o arsênio. Organismos assim já foram associados a eventos de intoxicação na Ásia, sobretudo em Bangladesh, quando a população começou a usar água de cisternas para tentar evitar o cólera.
Mas os dados coletados neste novo estudo parecem demonstrar que a bactéria GFAJ-1 substitui o fosfato por arsênio de tal forma que ela até mesmo incorpora o arsênio em seu DNA. O microrganismo é uma proteobactéria, da família Halomonadaceae.
No laboratório, os pesquisadores cultivaram a bactéria em discos de Petri nos quais o fosfato foi gradualmente substituído pelo arsênio, até que a bactéria crescesse sem necessidade de fosfato, um composto essencial para várias macromoléculas presentes em todas as células, incluindo os ácidos nucleicos, os lipídios e as proteínas.
Usando radioisótopos como marcadores, a equipe seguiu o caminho do arsênio na bactéria, desde a sua assimilação química até sua incorporação em vários componentes celulares. Segundo suas conclusões, o arsênio substituiu completamente o fosfato nas moléculas da bactéria, inclusive no seu DNA.
E a vida extraterrestre?
E o que tem tudo isso a ver com a busca por sinais de vida extraterrestre?
Ora, se um elemento tóxico como o arsênio pode substituir o fósforo em uma bactéria, isso expande a busca por formas de vida fora da Terra – até agora, encontrar arsênio em um alvo promissor para a existência de vida extraterrestre poderia fazer com que os cientistas descartassem o sítio onde o elemento foi localizado, por exemplo.
E, mais importante, se há uma substituição de fosfato por arsênio, é possível que ocorram outras substituições, abrindo ainda mais o leque de possibilidades.
“A vida como nós a conhecemos exige elementos químicos específicos e exclui outros. Um dos princípios-guia da busca por vida em outros planetas é que nós devemos ‘seguir os elementos’,” diz Ariel Anbar, membro da equipe de astrobiologia da NASA e coautor do novo estudo. “O trabalho de Felisa nos ensina que devemos pensar melhor sobre quais elementos seguir.”
Para Wolfe-Simon, nossa relação com a busca por formas de vida, em vez de se basear na tão falada “diversidade da vida”, na verdade assume que toda a vida na Terra é essencialmente idêntica, sempre baseada nas “constantes da biologia, especificamente que a vida exige os seis elementos CHNOPS montados em três componentes: DNA, proteínas e lipídios.”
CHNOPS são os símbolos químicos dos elementos carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre.
Uma parte do grupo já havida levantado anteriormente a hipótese de “formas estranhas” de vida aqui mesmo na Terra, que poderiam existir em uma espécie de “biosfera-sombra”. Eles publicaram em Janeiro de 2009 um artigo chamado “Será que a natureza também escolheria o arsênio?”

Céticos
Os experimentos feitos até agora não são definitivos e ainda deverão ser questionados por outros pesquisadores.
O próprio grupo afirma que ainda é necessário avaliar os níveis de arsênio e fosfato usados no experimento, assim como se certificar de que o arsênio foi realmente incorporado nos mecanismos bioquímicos vitais da bactéria, como DNA, proteínas e membranas celulares.
Steven Benner, um astrobiólogo ouvido pela própria revista Science, onde a pesquisa foi publicada, afirma que a substituição do fósforo pelo arsênio “em minha opinião não ficou estabelecida neste trabalho.”
Barry Rosen, da Universidade de Miami, disse que o arsênio pode estar simplesmente se concentrando nos extensos vacúolos das bactérias, e não se incorporando em sua bioquímica. Segundo ele, a prova definitiva pode vir, por exemplo, na demonstração de uma enzima funcional que contenha arsênio.
Forma alienígena de vida
Davies está mais entusiasmado, embora destaque que, apesar de tudo, a bactéria ainda é uma forma de vida da Terra.
“Este organismo tem uma capacidade dupla. Ele pode crescer tanto com fósforo quanto com arsênio. Isto o torna peculiar, mais ainda longe de ser alguma forma verdadeiramente ‘alienígena’ de vida, pertencente a uma outra árvore da vida, com uma origem distinta. Entretanto, a GFAJ-1 pode ser um indicador para organismos ainda mais esquisitos. O cálice sagrado será um micróbio que não contenha fósforo de jeito nenhum,” disse o cientista.
Davies prevê que o novo organismo “é seguramente a ponta do icebergue, com potencial para abrir um domínio totalmente novo na microbiologia.”
E, certamente, não são apenas os cientistas que se interessam pela descoberta.
“Nossa descoberta é uma lembrança de que a vida como nós a conhecemos pode ser muito mais flexível do que nós geralmente assumimos ou mesmo que podemos imaginar,” afirmou Wolfe-Simon.
“Esta história não é sobre arsênio ou sobre o Lago Mono,” diz ela. “Se alguma coisa aqui na Terra faz algo tão inesperado, o que poderá fazer a vida que nós ainda não conhecemos? Este é o momento de descobrir.
Inovação Tecnológica
Bibliografia:
A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus
Felisa Wolfe-Simon, Jodi Switzer Blum, Thomas R. Kulp, Gwyneth W. Gordon, Shelley E. Hoeft, Jennifer Pett-Ridge, John F. Stolz, Samuel M. Webb, Peter K. Weber, Paul C. W. Davies, Ariel D. Anbar, Ronald S. Oremland
Science
2 December 2010
Vol.: ScienceXpress
DOI: 10.1126/science.1197258

RS e Porto Alegre lideram crescimento de aids no país



O número de casos de aids aumentou no Brasil entre 1980 e 2009, e o ranking nacional mantém o Rio Grande do Sul e Porto Alegre no topo, proporcionalmente à população.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, mostram um preocupante avanço nas ocorrências.
Só no ano passado, 38.538 pessoas foram infectadas no Brasil. O número é maior que o total de novos casos de aids em 2008, que somaram 37.465. Desde 1980, o governo registrou a morte de 229.222 pessoas por aids. Um fato preocupante é que, dos cerca de 630 mil brasileiros que vivem com HIV em todo o país, 255 mil não sabem que estão infectados.
Outro motivo para preocupação é que faixas etárias mais jovens estão sendo afetadas. Segundo Dirceu Greco, responsável pelo departamento de DST-Aids no ministério, há aumento de incidência da doença na população com idade entre 13 e 24 anos, que representa 20% dos novos casos verificados em 2009.
— É possível que tenha caído o debate sobre os riscos da doença. A aids pode parecer como algo praticamente resolvido. E não está — disse.
Em Porto Alegre, a incidência da doença vem subindo desde 2005, quando estava em 80,6 casos por 100 mil habitantes. Em 2008, chegou a 160,5 e, em 2009, a 172,1. Outras 21 cidades gaúchas aparecem na lista das mais atingidas pela aids, proporcionalmente à população, entre cem municípios com mais de 50 mil habitantes. Todas apresentaram aumento no número de registros da doença entre 2008 e 2009.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) salienta que os números não representam o trabalho da atual gestão. Isso porque incluem pessoas que adquiriram a doença há pelo menos 10 anos. O sistema de notificação compulsória (o registro de casos de aids é obrigatório no município) também é considerado responsável porque oferece exatidão nos dados, algo que não se repete em outras cidades brasileiras.
No Rio Grande do Sul, os índices proporcionais à população são os mais altos do país. A taxa de incidência por 100 mil habitantes bateu em 47,5, e também vem subindo desde 2005, conforme os números do ministério. O segundo colocado é Roraima, com 34,9, e o terceiro, Santa Catarina, com 33,1.
Nove dos dez municípios com maior incidência de Aids no Brasil ficam no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Porto alegre tem 172,1 infectados para cada 100 mil moradores, segundo o Ministério da Saúde. Rio do Sul, no interior catarinense, aparece em segundo. O Rio Grande do Sul tem quatro cidades entre as dez, e sete entre as 20 primeiras do ranking de incidência da doença. De 1980 a 2010, 229.222 pessoas morreram de Aids no País, sendo 20.892 em território gaúcho.
Do ponto de vista da Secretaria Estadual da Saúde (SES), os índices ruins decorrem do sistema de notificação. Para a SES, o sistema é muito eficaz no registro dos casos da doença. Mesmo assim, os números preocupam. Por isso, um grupo técnico está sendo criado para analisar os dados, de acordo com a diretora do Departamento de Ações em Saúde da SES, Sandra Sperotto:
— Uma das hipóteses é a qualidade da informação (coletada no Estado), mas , como isso não satisfaz, estamos buscando entender essa realidade aqui no Rio Grande do Sul.
ZEROHORA.COM

Teste brasileiro diagnostica HIV em 30 minutos

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram testes que diagnosticam o HIV em cerca de meia hora. Atualmente, a angustiante espera até a confirmação é de, no mínimo, um mês.

Segundo a coordenadora da área de Laboratório do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Lilian Inocêncio, a partir do segundo semestre de 2011, quem for aos centros de testagem terá a confirmação do HIV rapidamente. “No primeiro semestre, o Teste Confirmatório Imunoblot estará disponível em 160 laboratórios públicos. Em uma segunda etapa, vão para os centros de testagem rápida”, explicou Lílian.

O gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos de Bio-Manguinhos, Antônio Ferreira, ressaltou que, quanto mais rápido se tem o diagnóstico, melhor pode ser o tratamento do soropositivo. “A tendência é, com o tempo, desenvolvermos testes ainda melhores, com resultados ainda mais rápidos, o que ajuda no tratamento. A tecnologia já estará disponível a partir do ano que vem. A demora vai depender somente dos laboratórios”, ressaltou.

Teste para detectar sífilis
A Fiocruz também anunciou que o Brasil será pioneiro a produzir teste que detecta sífilis em 15 minutos. O exame estará disponível na rede pública em cinco anos. “Estamos contribuindo para ampliar as ações de controle de DSTs, empreendidas pelo ministério ao garantir acesso da população às avançadas tecnologias”, disse o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto.

Aprovada flexibilização da Voz do Brasil


O plenário do Senado aprovou a proposta que autoriza rádios comerciais e comunitárias a iniciar a transmissão do programa Voz do Brasil entre 19h e 22h.
A matéria, de autoria do senador gaúcho Sergio Zambiasi (PTB), prevê ainda um critério de exceção que seria regulamentado pelo executivo. A regra poderia ser aplicada para garantir, por exemplo, a transmissão de jogos oficiais de futebol.  Já as emissoras públicas ou educativas continuarão sendo obrigadas a veicular a “Voz do Brasil” às 19h.
A nova regra dá mais liberdade para as emissoras comerciais, que têm diferentes perfis no horário da noite. Agora, a proposta será analisada novamente pela Câmara dos Deputados, antes de ir à sanção do presidente da República.
” As emissoras comerciais e comunitárias têm que começar a transmitir entre 19h e 22h “

- As emissoras comerciais e comunitárias têm que começar a transmitir entre 19h e 22h. Mas elas terão, às 19h, que informar em que horário elas apresentarão o programa. As emissoras ficam amarradas (hoje), e cada uma tem um perfil. Algumas transmitem futebol à noite, outras, o noticiário. E quem quiser ouvir a “Voz do Brasil” às 19h pode sintonizar e emissora pública ou educativa – disse o senador.
Segundo ele, as emissoras comerciais terão que anunciar, sempre às 19h, em qual horário alternativo o programa será exibido. O projeto não mexeu no conteúdo do programa, ou seja, na divisão do tempo que há entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O programa tem uma hora de duração, com o tempo dividido entre notícias dos três Poderes.
A matéria vai agora para votação no plenário da Câmara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário: