Ronaldo conhece suposto filho e faz exame de DNA
Fenômeno posta no Twitter que se encontrou com o garoto
Alex nesta segunda e que aguardará os resultados dos exames para assumir
o menino
O atacante Ronaldo, do Corinthians, passou por um momento diferente nesta 2a feira.
Depois de perder o Campeonato Brasileiro, o jogador conheceu Alex, seu suposto filho de 5 anos foto). O centroavante fez exames de DNA para saber se é realmente pai da criança e, caso o resultado seja positivo, assumirá a paternidade. Em seu Twitter oficial, o jogador comentou o assunto.
“A vida nos surpreende. Depois da tristeza pelo jogo de ontem, eu
conheci o Alex, uma criança linda, educada e saudável. Agora vamos
aguardar o resultado do exame e assumir as responsabilidades e os
prazeres que os resultados nos derem”, disse.
Alex é filho de uma garçonete brasileira, Michelle Umezu, que vivia no Japao em 2004, quando Ronaldo fez uma pré-temporada com o Real Madrid no país e teve um relacionamento com ela.
Ronaldo já é pai de Ronald, nascido em 2000, filho de Milene Domingues, primeira esposa do atacante. Com Bia Anthony, sua atual esposa, o Fenômeno tem duas filhas, Maria Sofia e Maria Alice, a primeira com 2 anos e a segunda com apenas 8 meses.
O atacante Ronaldo, do Corinthians, passou por um momento diferente nesta 2a feira.
Depois de perder o Campeonato Brasileiro, o jogador conheceu Alex, seu suposto filho de 5 anos foto). O centroavante fez exames de DNA para saber se é realmente pai da criança e, caso o resultado seja positivo, assumirá a paternidade. Em seu Twitter oficial, o jogador comentou o assunto.
“A vida nos surpreende. Depois da tristeza pelo jogo de ontem, eu
conheci o Alex, uma criança linda, educada e saudável. Agora vamos
aguardar o resultado do exame e assumir as responsabilidades e os
prazeres que os resultados nos derem”, disse.Alex é filho de uma garçonete brasileira, Michelle Umezu, que vivia no Japao em 2004, quando Ronaldo fez uma pré-temporada com o Real Madrid no país e teve um relacionamento com ela.
Ronaldo já é pai de Ronald, nascido em 2000, filho de Milene Domingues, primeira esposa do atacante. Com Bia Anthony, sua atual esposa, o Fenômeno tem duas filhas, Maria Sofia e Maria Alice, a primeira com 2 anos e a segunda com apenas 8 meses.
Published dezembro 6, 2010 – pm:45 pm
Categories: Futebol, Lei
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"Tagged"O supostofilho de Ronaldo, Ronaldo faz DNA, Ronaldo Fenômeno
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Futebol: copa derruba receita dos jogos
Reforma de estádios para a Copa foi o principal motivo para o recuo de 13% na arrecadação das bilheterias.
Após
38 rodadas e sete meses de duração, o Fluminense venceu o Campeonato
Brasileiro, competição que foi marcada pela queda de arrecadação e de
média de público nos estádios em relação ao ano passado, e que teve sua
credibilidade colocada em xeque para as próximas temporadas por conta
do sistema de disputa por pontos corridos.
Em valores disponíveis até domingo (5/12), o torneio deste ano movimentou cerca de R$ 50 milhões a mais que a edição de 2009, alcançando R$ 605,9 milhões, graças aos recursos obtidos com patrocínios e venda de direito de transmissão.
O Brasileirão deste ano chega ao seu final com uma média de público de 14,7 mil torcedores nos estádios por partida, uma queda de 17% em relação ao ano passado.A arrecadação total foi de R$ 109,4 milhões, uma baixa de 13% ante os R$ 125,7 milhões de 2009.
Adversários
Curiosamente, o principal fator para a queda na média do público nos jogos do Brasileirão deste ano foi o torneio de futebol que mais atrai a atenção dos torcedores: a Copa do Mundo. Para receber o Mundial em 2014, dois dos maiores estádios do país estiveram fechados durante grande parte do campeonato nacional por causa das obras para atender as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Mas outros fatores também impactaram a arrecadação. A Copa da África do Sul, por exemplo, gerou perda de interesse nos torcedores durante as rodadas próximas ao Mundial. Além disso, houve a má campanha do Flamengo, time de maior torcida do país, que arrecadou este ano apenas R$ 7,3 milhões ante R$ 14,5 milhões de 2009.
Clubes de grandes torcidas como Vasco, Internacional, Santos e Atlético Mineiro também ficaram abaixo da média de renda do torneio, que de R$ 289 mil por jogo.
Direitos de transmissão
Além da verba arrecadada com os ingressos, o torneio movimentou outros R$ 476,5 milhões com os direitos de transmissão dos jogos pela Rede Globo, sendo R$ 250 milhões pela TV aberta, R$ 50 milhões na TV por assinatura, R$ 170 milhões com os pacotes de pay-per-view e US$ 3,8 milhões (o equivalente a R$ 6,5 milhões) com os direitos internacionais.
Além desses montantes, o Campeonato Brasileiro deste ano teve o contrato de R$ 20 milhões com a Petrobras para a empresa estatal associar seu nome ao da competição.
Fábio Suzuki/BrasilEconômico
Em valores disponíveis até domingo (5/12), o torneio deste ano movimentou cerca de R$ 50 milhões a mais que a edição de 2009, alcançando R$ 605,9 milhões, graças aos recursos obtidos com patrocínios e venda de direito de transmissão.
O Brasileirão deste ano chega ao seu final com uma média de público de 14,7 mil torcedores nos estádios por partida, uma queda de 17% em relação ao ano passado.A arrecadação total foi de R$ 109,4 milhões, uma baixa de 13% ante os R$ 125,7 milhões de 2009.
Adversários
Curiosamente, o principal fator para a queda na média do público nos jogos do Brasileirão deste ano foi o torneio de futebol que mais atrai a atenção dos torcedores: a Copa do Mundo. Para receber o Mundial em 2014, dois dos maiores estádios do país estiveram fechados durante grande parte do campeonato nacional por causa das obras para atender as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Mas outros fatores também impactaram a arrecadação. A Copa da África do Sul, por exemplo, gerou perda de interesse nos torcedores durante as rodadas próximas ao Mundial. Além disso, houve a má campanha do Flamengo, time de maior torcida do país, que arrecadou este ano apenas R$ 7,3 milhões ante R$ 14,5 milhões de 2009.
Clubes de grandes torcidas como Vasco, Internacional, Santos e Atlético Mineiro também ficaram abaixo da média de renda do torneio, que de R$ 289 mil por jogo.
Direitos de transmissão
Além da verba arrecadada com os ingressos, o torneio movimentou outros R$ 476,5 milhões com os direitos de transmissão dos jogos pela Rede Globo, sendo R$ 250 milhões pela TV aberta, R$ 50 milhões na TV por assinatura, R$ 170 milhões com os pacotes de pay-per-view e US$ 3,8 milhões (o equivalente a R$ 6,5 milhões) com os direitos internacionais.
Além desses montantes, o Campeonato Brasileiro deste ano teve o contrato de R$ 20 milhões com a Petrobras para a empresa estatal associar seu nome ao da competição.
Fábio Suzuki/BrasilEconômico
Published dezembro 6, 2010 – pm:37 pm
Categories: Copa 2014, Copa do Mundo, Futebol, Negocios
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"Tagged"Arrecadação dos Jogos, brasileirão, Copa do Mundo, Estadios, Fluminense
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TVB de Campinas deixa Silvio Santos e fica com a Record

A Record assinou acordo de retransmissão com a familia de Orestes Quércia em Campinas.
Após diversos boatos ao longo dos últimos meses, finalmente foi concretizada pela Record a operação de mais um desfalque a afiliadas do SBT. A emissora de Silvio Santos, que nos últimos três anos perdeu importantes redes como a Rede SC, TV A Crítica, TV Pajuçara e TV Atalaia, deixa de ter, a partir de 2011, a TVB, de Campinas e região.
O acordo já estabelecido foi assinado entre a TVB (representada pela presidente do grupo, Alaíde Quércia, e pela executiva Cristiane Quércia) e a Rede Record (representada pelo seu presidente, Alexandre Raposo, pelo diretor de Rede e Expansão, André Luiz Duarte Dias e pelo diretor de Projetos Especiais, Júlio Casares).
Published dezembro 6, 2010 – pm:24 pm
Categories: Politica, TV
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"Tagged"Rede Record de Televisão., TVB
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Livro: Lobão e suas “verdades”
Li na Revista Brasileiros e na Quem duas matérias interessantes sobre o livro de Lobão que repasso prá voces…
Ele fala do suicídio da mãe, drogas e ouro que ganhava
Diz que foi cheirar cocaína dentro da favela, com seus amigos traficantes, chegou a se meter em tiroteio, mas atirando contra a Polícia!
Lobão foi preso por uso de maconha, e não sei se realmente foi a vítima do sistema que ele tão enfaticamente nos quer fazer crer, mas ainda não li o livro. Tem uma passagem, dentro da cela da prisão, onde ele diz ter convencido os outros presos a trocarem a cocaína, cheirada livremente lá dentro, por Rivotril, para todo mundo poder dormir.
Ele diz ter sido assediado sexualmente pela
própria mãe, embriagada, e os relatos familiares são puro Nelson
Rodrigues, o que ele mesmo reconhece.
A entrevista para a revista Quem:
A casa simples e aconchegante no bairro do Sumarezinho, Zona Oeste de São Paulo, onde o cantor e compositor carioca Lobão mora com a mulher, Regina, combina com a fase “bem resolvida e tranquila” que ele diz estar curtindo agora, aos 53 anos.
Mas sua história não é nada serena: o músico acaba de lançar a biografia “50 Anos a Mil”, com a colaboração do jornalista Claudio Tognolli, na qual narra o suicídio da mãe, quando ele tinha 23 anos, sua tentativa de se matar e experiências como a relação com o Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro. “como “Me Chama” e “Vida LoucVirei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô!”, lembra Lobão, autor de sucessos a Vida”.
O músico também contou histórias que não estão no livro, como a briga com Herbert Vianna, a quem acusa de plágio, e a “relação desprezível” com a filha, Júlia, de 21 anos, do relacionamento com a atriz Danielle Daumerie. Apesar de tantas polêmicas, ele diz que o livro vai divertir os leitores: “Eu sei que no fundo as pessoas vão é dar muita risada”.
Revista QUEM: Como se sente aos 53 anos?
Lobão: Me sinto muito bem, estou melhorzinho, não sou titio, “yo soy Lobón”. Só meu olho que está mal. Uso óculos para miopia, mas mesmo assim não enxergo bem. Acho que estou com catarata, dizem que a cortisona estraga a vista cedo, sei lá. Mas estou me preparando para envelhecer, ser escritor e continuar fazendo meu som. Eu sou bem-sucedido porque sei o peso do trabalho. Se parar de trabalhar, no mês que vem vou morar embaixo da ponte. São apenas meus primeiros cinqüenta anos, ainda tem muita coisa por vir . Sempre fui cara que quis ser caseiro, ter uma família. Sou casado há 20 anos. Pô, adoro minha mulherzinha (que ele chama de Regininha). Tenho três gatos, o Lampião, a Maria Bonita e a Dalila, e adoro morar em São Paulo. Estou muito mais bonito atualmente porque estou melhorando
QUEM: Por que tomava cortisona?
Lobão – Eu tinha nefrose, uma doença nos rins. Desde 1 ano eu tomava cortisona pra c…. Os médicos diziam que eu não sobreviveria, então minha mãe não me deixava fazer nada – escrever, calçar os sapatos, sair para brincar… Ela me superprotegia além da conta. Eu tinha tudo para ser um babaca, estava morto desde criança, na minha carreira me enterraram mil vezes, mas o rock’n’roll me salvou.
QUEM: Como foi o período que passou na prisão?
Lobão – Fui pego com um galho de maconha (em 1987). Nem tinha erva, era só um galhinho. Cumpri três meses na cadeia com dois chefes do Comando Vermelho. Fiquei amigo dos caras porque levei caixas de Rivotril (tranquilizante) para a galera. Imagina, eles cheiravam cocaína num calor, dentro daquele cubículo!
QUEM: Depois que saiu da cadeia, como foi?
Lobão – Fui muito bem tratado por eles (do Comando) e me tornei membro, uma espécie de diplomata do Comando Vermelho. Nunca gastei grana com farra: ganhava pó, uísque e até barra de ouro. Passava dias virado, cheirando pó, sob o fogo cruzado. Aí, a tia Bolinha, uma senhora lá do morro (da Mangueira), fazia suco de laranja para mim. Ela falava: “Menino, você está há dias sem comer nada, só cheirando esse troço. Precisa de vitamina”. Eu agachava para não levar nenhum tiro e ia tomar o suco.
QUEM: Até quando você se relacionou com criminosos?
Lobão – Ah, meu, acho que até 1992. Sumi de lá quando fui ameaçado. Um cara me mandou cheirar e eu estava de boa, não queria, mas ele insistiu e ameçou matar um amigo se eu não obedecesse. Agora, estou limpo, não uso mais droga, mas acho que devia ser legalizado. O crime tem muita força, meu, eu estava lá dentro, eu vi! Queria escrever só sobre esse tempo que passei no meio do crime. Virei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô! Era marginalizado pela sociedade e fui buscar a marginalidade real. Mas minha vida tem outras histórias… minha mãe se suicidou por minha causa.
QUEM: Como foi isso?
Lobão – Ela era bipolar. Tivemos uma briga porque eu estava cansado das inúmeras tentativas de suicídio dela. Em seguida, ela deixou de tomar o remédio do coração e disse a todo mundo que, se morresse, a culpa era minha. Ela disse: “Meu filho, quando eu morrer, coloca uma bandeira do Botafogo e toca meu samba-enredo preferido”. Coitada, só achei um lápis que tinha a bandeirinha do Botafogo. Mas, no velório dela, eu batuquei no caixão, como ela pediu. O povo me tachou de mau filho, mas eu não estava nem aí com eles. Só fiquei aliviado depois que escrevi esse livro. Minha mãe, Ruth, era professora, tentou dezenas de vezes o suicídio. Mas conto com muita naturalidade, me tratei como personagem, me desprendi e me curei com isso. Penso que se hoje consigo rir disso tudo, é porque estou curado
QUEM: Você também tentou se matar, em 1999. Por quê?
Lobão – Minha tentativa de suicídio não foi depressão química, foi uma reação saudável de querer me salvar, estava sem saída. A indústria fonográfica só me queria se eu gravasse um acústico, porque os artistas da minha geração só gravavam acústicos. Um dia, em que bebi, fiquei deprimido, peguei o canivete suíço, serrei os pulsos, fui para a janela e me seguraram para eu não cair. Me pegaram com camisa de força e, a partir daí, fique três meses sob vigilância integral. Olho para isso e não me arrependo.
QUEM: Gastou muito dinheiro com drogas?
Lobão – Que nada. Eu parecia um exu : chegava no palco e já ganhava seringa, garrote, heroína, cocaína. Torrei toda minha grana para me livrar da polícia e pagar propina para juiz. No livro, tem documentos que mostram que eu era perseguido, havia uma ordem para qualquer um poder me prender a qualquer momento.O Claudio Tognolli fez a pesquisa da perseguição que eu sofria na ditadura e conversou com as pessoas.
QUEM: O que você lembra da sua infância?
Lobão – Levava muita porrada quando era criança, tinha muito apelido porque minha mãe me engomava muito. Eu era completamente anacrônico, parecia um menino da década de 30 . Naquela época, só tinha maluco e meu pai me vestia completamente diferente dos outros meninos, ele colocava roupa da época da guerra em mim. Aí, não tinha jeito, era esculachado por todos. Aos 12 anos, ia a centro de macumba. Tinha tesão em pomba gira. Ela é a imagem da puta, falava de sexo, amava ir pra ficar vendo ela. Uma vez, resolvi fazer uma sessão para o Exu Caveirinha em casa: tive a minha primeira crise epilética naquele dia. Quando acordei, estava tudo quebrado, a gaveta bagunçada, uma destruição completa. Um médico me curou com uma lanterninha. Segundo ele, era um problema no alinhamento da córnea, o nervo ótico está desorientado, sei lá. Desde 1993, estou curado
QUEM: Você tem uma filha, como é sua relação com ela?
Lobão – A relação é desprezível. Sabe aquele casamento em que a mulher fala mal de você para a filha? Não tenho o menor contato. Não conheço ela basicamente. Não quero falar nem o nome, nem invocar, porque nessa hora vai ter um monte de ratazanas atrás de mim. Só posso dizer que ela é uma carioca típica. Tudo de que eu discordo.
QUEM: O que pensa sobre a música da geração atual?
Lobão – Esse agrobrega novo quer ser rock, mas é muito ruim.
O Luan Santana, por exemplo, é uma minhoca, uma degenerescência estética, depõe contra a inteligência.
QUEM: Conte sobre sua briga com Herbert Vianna…
Lobão – Eu fiz “Me Chama”, ele fez “Me Liga”, eu fiz o disco “Cena de Cinema”, ele fez o “Cinema Mudo”, entre outras coisas. Eu dei pito nele, briguei, mas me falaram que no fundo ele é meu fã. Me disseram que, depois do acidente, quando ele estava voltando do coma, ele pediu um violão e começou a cantar “Chove lá fora e aqui…” Quer fixação maior que isso? Eu simplesmente não concordo com a maneira como ele se nutre dessa admiração. Só que agora ele está na cadeira de rodas. Vou dizer o que para ele?
QUEM: Quais foram as consequências disso?
Lobão – Essa minha briga com o Herbert Viana decretou minha solidão. Era eu e o resto, todos os meus amigos se bandeavam para o lado dele. Virei o doido, o maluco, o vilão. A música do Hebert, além de ser copiada, era ruim. Mas a crítica estava toda comprada. Então, no final de 1989, ninguém mais estava com a bola nenhuma, estava morta a nossa geração de artistas por causa dessa polarização, de muita briga. Acho que a minha cisão com o Herbert implodiu a geração
QUEM: Como foi o fim da união com a Blitz ?
Lobão – Fui baterista da Blitz, mas não ganhei muito dinheiro como eles. Na época do sucesso “Você não soube me amar”, eu comia pão com mortadela, não tinha um puto no bolso, e o pessoal estava comprando sítio, apartamento duplex. Eu não assinei contrato com a gravadora porque eles queriam que eu rasgasse uma fita que eu tinha com composições próprias. A gravadora falou: “Ou você rasga isso aí ou não tem contrato”. Como eu não assinei, me dei mal. A Blitz teve que virar uma banda infanto juvenil pra fazer sucesso, pô! Eu não concordo nisso.
Jonas Tucci
QUEM: Você se sente esquecido no cenário musical?
Lobão – Eu sumi da biografia do Cazuza, sou o melhor amigo dele, a gente era a voz da nossa época . Ele falava: “Lobão, você teve que ser preso e eu tive que pegar uma Aids pra gente aparecer “. Eu faço parte da história do Cazuza, eu ajudei a construir tudo isso, mas me baniram da história, por isso eu resolvi escrever o livro. Ainda tenho que aturar crítico musical dizendo que eu lanço mão da musica do Cazuza . Mas os caras mal sabem que a música “Vida Louca Vida” é minha. Ele também cantou, mas a música fui eu que fiz e cantei primeiro. Tem gente que me assiste na MTV e acha que eu surgi agora, ali. O livro tem um historia muito densa e as pessoas tem que saber a minha historia . Numa m … de país como esse, o povo tinha que me amar porque eu sou um gênio (risos)
QUEM: Por que resolveu escrever sua biografia?
Lobão – Eu era rei das manchetes de jornal, vendo mais revista e jornal que disco. Nada mais justo do que poder vender muito livro. Eu lutei e consegui a numeração dos discos. Antes, os artistas não sabiam quantos discos vendiam e as gravadoras ganhavam em cima do número que queriam. Eu escrevo sobre a minha geração, sou o primeiro dessa época a escrever e contar sobre ela. Acho isso muito importante.
Revista Quem/
e Blog do Lourenço Cavalcanti
O músico também contou histórias que não estão no livro
Diz que foi cheirar cocaína dentro da favela, com seus amigos traficantes, chegou a se meter em tiroteio, mas atirando contra a Polícia!
Lobão foi preso por uso de maconha, e não sei se realmente foi a vítima do sistema que ele tão enfaticamente nos quer fazer crer, mas ainda não li o livro. Tem uma passagem, dentro da cela da prisão, onde ele diz ter convencido os outros presos a trocarem a cocaína, cheirada livremente lá dentro, por Rivotril, para todo mundo poder dormir.
Ele diz ter sido assediado sexualmente pela
própria mãe, embriagada, e os relatos familiares são puro Nelson
Rodrigues, o que ele mesmo reconhece.A entrevista para a revista Quem:
A casa simples e aconchegante no bairro do Sumarezinho, Zona Oeste de São Paulo, onde o cantor e compositor carioca Lobão mora com a mulher, Regina, combina com a fase “bem resolvida e tranquila” que ele diz estar curtindo agora, aos 53 anos.
Mas sua história não é nada serena: o músico acaba de lançar a biografia “50 Anos a Mil”, com a colaboração do jornalista Claudio Tognolli, na qual narra o suicídio da mãe, quando ele tinha 23 anos, sua tentativa de se matar e experiências como a relação com o Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro. “como “Me Chama” e “Vida LoucVirei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô!”, lembra Lobão, autor de sucessos a Vida”.
O músico também contou histórias que não estão no livro, como a briga com Herbert Vianna, a quem acusa de plágio, e a “relação desprezível” com a filha, Júlia, de 21 anos, do relacionamento com a atriz Danielle Daumerie. Apesar de tantas polêmicas, ele diz que o livro vai divertir os leitores: “Eu sei que no fundo as pessoas vão é dar muita risada”.
Revista QUEM: Como se sente aos 53 anos?
Lobão: Me sinto muito bem, estou melhorzinho, não sou titio, “yo soy Lobón”. Só meu olho que está mal. Uso óculos para miopia, mas mesmo assim não enxergo bem. Acho que estou com catarata, dizem que a cortisona estraga a vista cedo, sei lá. Mas estou me preparando para envelhecer, ser escritor e continuar fazendo meu som. Eu sou bem-sucedido porque sei o peso do trabalho. Se parar de trabalhar, no mês que vem vou morar embaixo da ponte. São apenas meus primeiros cinqüenta anos, ainda tem muita coisa por vir . Sempre fui cara que quis ser caseiro, ter uma família. Sou casado há 20 anos. Pô, adoro minha mulherzinha (que ele chama de Regininha). Tenho três gatos, o Lampião, a Maria Bonita e a Dalila, e adoro morar em São Paulo. Estou muito mais bonito atualmente porque estou melhorando
QUEM: Por que tomava cortisona?
Lobão – Eu tinha nefrose, uma doença nos rins. Desde 1 ano eu tomava cortisona pra c…. Os médicos diziam que eu não sobreviveria, então minha mãe não me deixava fazer nada – escrever, calçar os sapatos, sair para brincar… Ela me superprotegia além da conta. Eu tinha tudo para ser um babaca, estava morto desde criança, na minha carreira me enterraram mil vezes, mas o rock’n’roll me salvou.
QUEM: Como foi o período que passou na prisão?
Lobão – Fui pego com um galho de maconha (em 1987). Nem tinha erva, era só um galhinho. Cumpri três meses na cadeia com dois chefes do Comando Vermelho. Fiquei amigo dos caras porque levei caixas de Rivotril (tranquilizante) para a galera. Imagina, eles cheiravam cocaína num calor, dentro daquele cubículo!
QUEM: Depois que saiu da cadeia, como foi?
Lobão – Fui muito bem tratado por eles (do Comando) e me tornei membro, uma espécie de diplomata do Comando Vermelho. Nunca gastei grana com farra: ganhava pó, uísque e até barra de ouro. Passava dias virado, cheirando pó, sob o fogo cruzado. Aí, a tia Bolinha, uma senhora lá do morro (da Mangueira), fazia suco de laranja para mim. Ela falava: “Menino, você está há dias sem comer nada, só cheirando esse troço. Precisa de vitamina”. Eu agachava para não levar nenhum tiro e ia tomar o suco.
QUEM: Até quando você se relacionou com criminosos?
Lobão – Ah, meu, acho que até 1992. Sumi de lá quando fui ameaçado. Um cara me mandou cheirar e eu estava de boa, não queria, mas ele insistiu e ameçou matar um amigo se eu não obedecesse. Agora, estou limpo, não uso mais droga, mas acho que devia ser legalizado. O crime tem muita força, meu, eu estava lá dentro, eu vi! Queria escrever só sobre esse tempo que passei no meio do crime. Virei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô! Era marginalizado pela sociedade e fui buscar a marginalidade real. Mas minha vida tem outras histórias… minha mãe se suicidou por minha causa.
QUEM: Como foi isso?
Lobão – Ela era bipolar. Tivemos uma briga porque eu estava cansado das inúmeras tentativas de suicídio dela. Em seguida, ela deixou de tomar o remédio do coração e disse a todo mundo que, se morresse, a culpa era minha. Ela disse: “Meu filho, quando eu morrer, coloca uma bandeira do Botafogo e toca meu samba-enredo preferido”. Coitada, só achei um lápis que tinha a bandeirinha do Botafogo. Mas, no velório dela, eu batuquei no caixão, como ela pediu. O povo me tachou de mau filho, mas eu não estava nem aí com eles. Só fiquei aliviado depois que escrevi esse livro. Minha mãe, Ruth, era professora, tentou dezenas de vezes o suicídio. Mas conto com muita naturalidade, me tratei como personagem, me desprendi e me curei com isso. Penso que se hoje consigo rir disso tudo, é porque estou curado
QUEM: Você também tentou se matar, em 1999. Por quê?
Lobão – Minha tentativa de suicídio não foi depressão química, foi uma reação saudável de querer me salvar, estava sem saída. A indústria fonográfica só me queria se eu gravasse um acústico, porque os artistas da minha geração só gravavam acústicos. Um dia, em que bebi, fiquei deprimido, peguei o canivete suíço, serrei os pulsos, fui para a janela e me seguraram para eu não cair. Me pegaram com camisa de força e, a partir daí, fique três meses sob vigilância integral. Olho para isso e não me arrependo.
QUEM: Gastou muito dinheiro com drogas?
Lobão – Que nada. Eu parecia um exu : chegava no palco e já ganhava seringa, garrote, heroína, cocaína. Torrei toda minha grana para me livrar da polícia e pagar propina para juiz. No livro, tem documentos que mostram que eu era perseguido, havia uma ordem para qualquer um poder me prender a qualquer momento.O Claudio Tognolli fez a pesquisa da perseguição que eu sofria na ditadura e conversou com as pessoas.
QUEM: O que você lembra da sua infância?
Lobão – Levava muita porrada quando era criança, tinha muito apelido porque minha mãe me engomava muito. Eu era completamente anacrônico, parecia um menino da década de 30 . Naquela época, só tinha maluco e meu pai me vestia completamente diferente dos outros meninos, ele colocava roupa da época da guerra em mim. Aí, não tinha jeito, era esculachado por todos. Aos 12 anos, ia a centro de macumba. Tinha tesão em pomba gira. Ela é a imagem da puta, falava de sexo, amava ir pra ficar vendo ela. Uma vez, resolvi fazer uma sessão para o Exu Caveirinha em casa: tive a minha primeira crise epilética naquele dia. Quando acordei, estava tudo quebrado, a gaveta bagunçada, uma destruição completa. Um médico me curou com uma lanterninha. Segundo ele, era um problema no alinhamento da córnea, o nervo ótico está desorientado, sei lá. Desde 1993, estou curado
QUEM: Você tem uma filha, como é sua relação com ela?
Lobão – A relação é desprezível. Sabe aquele casamento em que a mulher fala mal de você para a filha? Não tenho o menor contato. Não conheço ela basicamente. Não quero falar nem o nome, nem invocar, porque nessa hora vai ter um monte de ratazanas atrás de mim. Só posso dizer que ela é uma carioca típica. Tudo de que eu discordo.
QUEM: O que pensa sobre a música da geração atual?
Lobão – Esse agrobrega novo quer ser rock, mas é muito ruim.
O Luan Santana, por exemplo, é uma minhoca, uma degenerescência estética, depõe contra a inteligência.
QUEM: Conte sobre sua briga com Herbert Vianna…
Lobão – Eu fiz “Me Chama”, ele fez “Me Liga”, eu fiz o disco “Cena de Cinema”, ele fez o “Cinema Mudo”, entre outras coisas. Eu dei pito nele, briguei, mas me falaram que no fundo ele é meu fã. Me disseram que, depois do acidente, quando ele estava voltando do coma, ele pediu um violão e começou a cantar “Chove lá fora e aqui…” Quer fixação maior que isso? Eu simplesmente não concordo com a maneira como ele se nutre dessa admiração. Só que agora ele está na cadeira de rodas. Vou dizer o que para ele?
QUEM: Quais foram as consequências disso?
Lobão – Essa minha briga com o Herbert Viana decretou minha solidão. Era eu e o resto, todos os meus amigos se bandeavam para o lado dele. Virei o doido, o maluco, o vilão. A música do Hebert, além de ser copiada, era ruim. Mas a crítica estava toda comprada. Então, no final de 1989, ninguém mais estava com a bola nenhuma, estava morta a nossa geração de artistas por causa dessa polarização, de muita briga. Acho que a minha cisão com o Herbert implodiu a geração
QUEM: Como foi o fim da união com a Blitz ?
Lobão – Fui baterista da Blitz, mas não ganhei muito dinheiro como eles. Na época do sucesso “Você não soube me amar”, eu comia pão com mortadela, não tinha um puto no bolso, e o pessoal estava comprando sítio, apartamento duplex. Eu não assinei contrato com a gravadora porque eles queriam que eu rasgasse uma fita que eu tinha com composições próprias. A gravadora falou: “Ou você rasga isso aí ou não tem contrato”. Como eu não assinei, me dei mal. A Blitz teve que virar uma banda infanto juvenil pra fazer sucesso, pô! Eu não concordo nisso.
Jonas Tucci
QUEM: Você se sente esquecido no cenário musical?
Lobão – Eu sumi da biografia do Cazuza, sou o melhor amigo dele, a gente era a voz da nossa época . Ele falava: “Lobão, você teve que ser preso e eu tive que pegar uma Aids pra gente aparecer “. Eu faço parte da história do Cazuza, eu ajudei a construir tudo isso, mas me baniram da história, por isso eu resolvi escrever o livro. Ainda tenho que aturar crítico musical dizendo que eu lanço mão da musica do Cazuza . Mas os caras mal sabem que a música “Vida Louca Vida” é minha. Ele também cantou, mas a música fui eu que fiz e cantei primeiro. Tem gente que me assiste na MTV e acha que eu surgi agora, ali. O livro tem um historia muito densa e as pessoas tem que saber a minha historia . Numa m … de país como esse, o povo tinha que me amar porque eu sou um gênio (risos)
QUEM: Por que resolveu escrever sua biografia?
Lobão – Eu era rei das manchetes de jornal, vendo mais revista e jornal que disco. Nada mais justo do que poder vender muito livro. Eu lutei e consegui a numeração dos discos. Antes, os artistas não sabiam quantos discos vendiam e as gravadoras ganhavam em cima do número que queriam. Eu escrevo sobre a minha geração, sou o primeiro dessa época a escrever e contar sobre ela. Acho isso muito importante.
Revista Quem/
e Blog do Lourenço Cavalcanti
Published dezembro 5, 2010 – am:10 am
Categories: Abuso Sexual, Imprensa, Justiça, Literatura, rock
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Kaká e a mulher fora da Igreja Renascer
Famoso
pela devoção à Igreja Renascer em Cristo, do casal Sonia e Estevam
Hernandes, o jogador Kaká e a sua mulher, Caroline Celico, romperam com a
instituição.A informação está na edição deste final de semana da revista “Veja”, sob o título “Vida nova para Carol e Kaká”.
De acordo com a publicação, eles se afastaram no último mês de agosto da instituição. “O meu tempo na Igreja Renascer acabou. E o que posso afirmar é que hoje minha busca constante é somente por Deus”, disse Carol à revista.
Sobre os motivos, ela preferiu não se pronunciar: “Não vou fazer nenhum comentário. Cada um tem o seu ponto de vista sobre inúmeros assuntos”.
A própria igreja confirmou que, na quinta-feira, o jogador telefonou para Hernandes e confirmou que saía “por motivos pessoais”, acrescenta a “Veja”.
Neste sábado à tarde, a Folha apurou que o meio-campista do Real Madrid realmente se afastou da Renascer há pelo menos dois meses.
Em julho do ano passado, Kaká foi nomeado presbítero da igreja, em um culto realizado no último dia 19 de julho na Flórida, nos EUA. A mulher dele, Caroline Celico, já é pastora.
O posto de presbítero seria um passo para que Kaká se torne pastor, assim como sua mulher. Em um vídeo divulgado tempos atrás, Caroline pregava ao lado da bispa Sônia e falava sobre a igreja que irá abrir em Madri, cidade onde o marido atua pelo Real Madrid. “Acima de financeiro, acima dos benefícios da mudança, vamos poder abrir uma igreja lá, dizia.
Em entrevista a revista QUEM, Kaká falou sobre seu desejo de se tornar pastor depois de se aposentar do futebol. “Quem sabe, um dia eu possa fazer isso através de um altar e uma igreja, pois eu gosto muito de estudar a Bíblia e conhecer sempre mais do poder Dele. Um dia, se Deus quiser, serei também pastor.
POLÊMICA
No dia 2 de dezembro do ano passado, a Justiça Federal em São Paulo condenou os fundadores da Renascer, Estevam e Sonia Hernandes, a quatro anos de reclusão pelo crime de evasão de divisas. A decisão foi do juiz Fausto De Sanctis, na 6ª Vara Criminal de São Paulo, que acatou parcialmente a denúncia do Ministério Público Federal.
Porém, por serem réus primários no Brasil, o juiz substituiu a pena privativa de liberdade por prestação de serviços a entidades filantrópicas.
A condenação se referiu ao fato de o casal ter saído do Brasil com destino aos Estados Unidos, em janeiro de 2007, com US$ 56,4 mil escondidos em uma bolsa, na capa de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Ao desembarcarem no aeroporto de Miami, Sonia e Estevam foram detidos e posteriormente condenados pela Justiça americana pelos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro.
Antes, em 18 de janeiro, o teto da antiga sede da igreja desabou, deixando sete mortos e mais de 100 feridos.
O lançamento da pedra fundamental do novo templo ocorreu em setembro de 2009, orçado em R$ 10 milhões, em São Paulo, exatamente com a presença do jogador Kaká. Ele ficou o tempo todo ao lado dos líderes Estevam e Sônia, com quem orou de mãos dadas.
Folhaonline/Quem
Published dezembro 4, 2010 – pm:51 pm
Categories: Futebol, Igreja, Religião
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Datena diz que crime é coisa de ateus e vai ter que se retratar
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Complicou a vida do apresentador José Luiz Datena. O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Rede Bandeirantes de Televisão seja obrigada a exibir, durante o Brasil Urgente, um quadro com retratação das declarações ofensivas às pessoas ateias, além de esclarecimentos à população acerca da diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil, com duração do dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas.
O MPF pede ainda que a União, via Secretaria de Comunicação
Eletrônica do Ministério das Comunicações, fiscalize adequadamente o
programa.
Em 27 de julho, por coisa de 50 minutos, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos, ao mencionar um crime, relacionaram tal delito a pessoas que não acreditam em Deus.
“Esse é o garoto que foi fuzilado. Então, Márcio Campos (repórter), é inadmissível, você também que é muito católico, não é possível, isso é ausência de Deus, porque nada justifica um crime como esse, não Márcio ?”
Datena associou a ateus a ideia de que só quem não acredita em Deus pode ser capaz de cometer tais crimes.
“…porque o sujeito que é ateu, na minha modesta opinião, não tem limites, é por isso que a gente vê esses crimes aí.”
“…É por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mal. Se bem que tem ateu que não é do mal, mas, é …, o sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque não sei, não respeita limite nenhum.”
O MPF também se apega ao fato de a Band ter permitido que o programa veiculasse uma daquelas enquetes que o Brasil Urgente costuma fazer, perguntando ao público a sua opinião sobre o tema. A partir daí, Datena investiu ainda mais nas ofensas a quem não crê em Deus, dando a entender que quem votava na pesquisa declarando-se ateu era bandido.
“Muitos bandidos devem estar votando do outro lado”, afirmou.
O autor da ação é o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias, para quem a emissora não só descumpriu a finalidade educativa e informativa, com respeito aos valores éticos e sociais, como também acaba por incentiver, com isso, o aumento da intolerância e a violência contra os ateus.
O LADO DE LÁ
A Band informa que vai se manifestar em juízo
Do Blog da Cristina Padiglione/Estadão
Complicou a vida do apresentador José Luiz Datena. O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Rede Bandeirantes de Televisão seja obrigada a exibir, durante o Brasil Urgente, um quadro com retratação das declarações ofensivas às pessoas ateias, além de esclarecimentos à população acerca da diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil, com duração do dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas.
O MPF pede ainda que a União, via Secretaria de Comunicação
Eletrônica do Ministério das Comunicações, fiscalize adequadamente o
programa.Em 27 de julho, por coisa de 50 minutos, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos, ao mencionar um crime, relacionaram tal delito a pessoas que não acreditam em Deus.
“Esse é o garoto que foi fuzilado. Então, Márcio Campos (repórter), é inadmissível, você também que é muito católico, não é possível, isso é ausência de Deus, porque nada justifica um crime como esse, não Márcio ?”
Datena associou a ateus a ideia de que só quem não acredita em Deus pode ser capaz de cometer tais crimes.
“…porque o sujeito que é ateu, na minha modesta opinião, não tem limites, é por isso que a gente vê esses crimes aí.”
“…É por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mal. Se bem que tem ateu que não é do mal, mas, é …, o sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque não sei, não respeita limite nenhum.”
O MPF também se apega ao fato de a Band ter permitido que o programa veiculasse uma daquelas enquetes que o Brasil Urgente costuma fazer, perguntando ao público a sua opinião sobre o tema. A partir daí, Datena investiu ainda mais nas ofensas a quem não crê em Deus, dando a entender que quem votava na pesquisa declarando-se ateu era bandido.
“Muitos bandidos devem estar votando do outro lado”, afirmou.
O autor da ação é o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias, para quem a emissora não só descumpriu a finalidade educativa e informativa, com respeito aos valores éticos e sociais, como também acaba por incentiver, com isso, o aumento da intolerância e a violência contra os ateus.
O LADO DE LÁ
A Band informa que vai se manifestar em juízo
Do Blog da Cristina Padiglione/Estadão
Published dezembro 3, 2010 – pm:10 pm
Categories: Justiça, Radio, Religião, TV
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"Tagged"Ateus, Band, MPF. Datena, TV
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U2: erro faz ingressos sairem por R$ 1
Um
erro no sistema de um site de vendas de ingressos deixou os fãs da
banda irlandesa U2 comprarem ingressos por apenas R$ 1 para a
apresentação no Estádio do Morumbi.
O valor correto do tíquete, válido para a pista VIP, é na verdade de
R$ 1.000. Já o ingresso das arquibancadas, que custam R$ 220 ou R$
240, saíram por R$ 11.
Os ingressos estavam disponíveis antes mesmo da abertura para a venda ao público geral, marcada para o dia 7 de dezembro.
A venda ocorre pelo site da Tickets for Fun (http://premier.ticketsforfun.com.br/).
Apenas quem já tem cadastro no site conseguiu visualizar os preços mais baratos.
Na página da Tickets for Fun, vários campos estavam preenchidos apenas com a palavra “TESTE”, o que mostra que tal endereço não deveria estar disponível aos internautas.
Quem comprou o ingresso recebeu normalmente por e-mail a confirmação e o comprovante do cartão de crédito.
A Assessoria de Imprensa da empresa afirmou que a venda era um “evento teste” para testar o “estresse” do site e saber se o endereço aguentaria o fluxo de internautas no dia da venda real. A Assessoria ainda afirma que a confirmação do ingresso não é válida e que o débito no cartão de crédito será estornado.
“É um erro justificável, ele não foi feito para enganar o cliente, então o fornecedor está certo. Ele só precisa devolver o valor gasto, mas não tem obrigação de dar o ingresso por esse valor”, diz Luiz Antônio Rizzatto Nunes, professor de direito do consumidor da PUC-SP e desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
“Se o ingresso fosse R$ 60 e eles tivessem cobrado por engano R$ 50, tudo bem, não tem como provar que foi um erro e aí o consumidor poderia exigir seu direito. Mas se o ingresso é R$ 1.000 e saiu por R$ 1, aí evidentemente quem está se aproveitando é o consumidor. É um erro escusável, aceitável, então o fornecedor só precisa restituir o valor e as taxas pagas pelas pessoas.”
O show da”U2 360° Tour” chega a São Paulo no dia 9 de abril de 2011. Pela programação “normal”, a pré-venda de ingressos para a apresentação começa à meia-noite da virada desta sexta-feira, dia 3, para sábado, dia 4. Até domingo, dia 5, as entradas estarão disponíveis exclusivamente aos clientes dos cartões Citibank, incluindo Credicard e Diners. O público geral poderá comprar a partir do dia 7.
INGRESSOS
Começa neste sábado, dia 4, a pré-venda dos ingressos para o show que a banda irlandesa U2 fará em São Paulo, no dia 9 de abril. Primeiro, terão prioridade os clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners, que poderão comprar a partir da 0h deste sábado, pela internet, e a partir das 10h por telefone, pontos de vendas e nas bilheterias do estádio do Morumbi, onde acontecerá o show. A venda para o público em geral começa na próxima terça-feira, dia 7 de dezembro.
Esta será a terceira vinda do U2 ao país, sendo que a última vez foi há cinco anos. A abertura dos shows ficará por conta da banda inglesa Muse, que já se apresentou solo no país há dois anos. Os valores dos ingressos são os seguintes: R$ 70 (cadeira superior amarela – visão parcial), R$ 180 (pista), R$ 220 (arquibancada amarela), R$ 240 (arquibancadas azul, laranja, vermelha e vermelha especial), R$ 340 (cadeiras inferiores A e B), R$ 380 (cadeiras superior azul 1 e 2, cadeiras superior laranja, vermelha e azul premium).
Os ingressos podem ser obtidos das seguintes formas:
Internet:
www.ticketsforfun.com.br
Telefone: 4003-0806 (válido para todo o País), a partir das 10h de sábado.
Bilheteria Oficial: Estacionamento anexo ao Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.981 – Santo Amaro – São Paulo), a partir das 10h de sábado.
O valor correto do tíquete, válido para a pista VIP, é na verdade de
R$ 1.000. Já o ingresso das arquibancadas, que custam R$ 220 ou R$
240, saíram por R$ 11.Os ingressos estavam disponíveis antes mesmo da abertura para a venda ao público geral, marcada para o dia 7 de dezembro.
A venda ocorre pelo site da Tickets for Fun (http://premier.ticketsforfun.com.br/).
Apenas quem já tem cadastro no site conseguiu visualizar os preços mais baratos.
Na página da Tickets for Fun, vários campos estavam preenchidos apenas com a palavra “TESTE”, o que mostra que tal endereço não deveria estar disponível aos internautas.
Quem comprou o ingresso recebeu normalmente por e-mail a confirmação e o comprovante do cartão de crédito.
A Assessoria de Imprensa da empresa afirmou que a venda era um “evento teste” para testar o “estresse” do site e saber se o endereço aguentaria o fluxo de internautas no dia da venda real. A Assessoria ainda afirma que a confirmação do ingresso não é válida e que o débito no cartão de crédito será estornado.
“É um erro justificável, ele não foi feito para enganar o cliente, então o fornecedor está certo. Ele só precisa devolver o valor gasto, mas não tem obrigação de dar o ingresso por esse valor”, diz Luiz Antônio Rizzatto Nunes, professor de direito do consumidor da PUC-SP e desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
“Se o ingresso fosse R$ 60 e eles tivessem cobrado por engano R$ 50, tudo bem, não tem como provar que foi um erro e aí o consumidor poderia exigir seu direito. Mas se o ingresso é R$ 1.000 e saiu por R$ 1, aí evidentemente quem está se aproveitando é o consumidor. É um erro escusável, aceitável, então o fornecedor só precisa restituir o valor e as taxas pagas pelas pessoas.”
O show da”U2 360° Tour” chega a São Paulo no dia 9 de abril de 2011. Pela programação “normal”, a pré-venda de ingressos para a apresentação começa à meia-noite da virada desta sexta-feira, dia 3, para sábado, dia 4. Até domingo, dia 5, as entradas estarão disponíveis exclusivamente aos clientes dos cartões Citibank, incluindo Credicard e Diners. O público geral poderá comprar a partir do dia 7.
INGRESSOS
Começa neste sábado, dia 4, a pré-venda dos ingressos para o show que a banda irlandesa U2 fará em São Paulo, no dia 9 de abril. Primeiro, terão prioridade os clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners, que poderão comprar a partir da 0h deste sábado, pela internet, e a partir das 10h por telefone, pontos de vendas e nas bilheterias do estádio do Morumbi, onde acontecerá o show. A venda para o público em geral começa na próxima terça-feira, dia 7 de dezembro.
Esta será a terceira vinda do U2 ao país, sendo que a última vez foi há cinco anos. A abertura dos shows ficará por conta da banda inglesa Muse, que já se apresentou solo no país há dois anos. Os valores dos ingressos são os seguintes: R$ 70 (cadeira superior amarela – visão parcial), R$ 180 (pista), R$ 220 (arquibancada amarela), R$ 240 (arquibancadas azul, laranja, vermelha e vermelha especial), R$ 340 (cadeiras inferiores A e B), R$ 380 (cadeiras superior azul 1 e 2, cadeiras superior laranja, vermelha e azul premium).
Os ingressos podem ser obtidos das seguintes formas:
Internet:
www.ticketsforfun.com.br
Telefone: 4003-0806 (válido para todo o País), a partir das 10h de sábado.
Bilheteria Oficial: Estacionamento anexo ao Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.981 – Santo Amaro – São Paulo), a partir das 10h de sábado.
Published dezembro 3, 2010 – pm:45 pm
Categories: rock, shows, U2
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"Tagged"Ingressos para o U2, U2
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Polícia Federal prende irmão do presidente da Assembléia do Amazonas
O
empresário George Lins foi detido na quinta-feira pela Polícia
Federal, em Manaus, após sacar R$ 2,6 milhões no caixa de uma agência do
Banco do Brasil.“Nós estávamos investigando crime de lavagem de dinheiro e fizemos a apreensão do dinheiro”, disse o delegado regional executivo, Caio Pellin. Do dinheiro sacado, a Polícia Federal apreendeu R$ 2,3 milhões em poder de Lins.
O restante, segundo o delegado, o empresário já havia feito uma aplicação financeira no banco. George Lins é irmão do presidente da Assembléia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Belarmino Lins, e do deputado federal Átila Lins, ambos do PMDB.
A Polícia Federal diz que chegou ao empresário George Lins após uma denúncia de que o saque do dinheiro iria acontecer na quinta-feira. Ou seja, só pode ter sido denúncia de dentro do Banco do Brasil, instituição tomada visceralmente pelo PT e onde não existe sigilo bancário, ou da própria Assembléia Legislativa.
A família Lins é proprietária da empresa Demac, que é investigada pelo Ministério Público do Amazonas por desvios de verbas públicas em obras fantasmas no interior do Amazonas. Entre 2003 e 2010, a empresa recebeu R$ 22 milhões do governo do Amazonas, durante a gestão do ex-governador e senador eleito Eduardo Braga (PMDB).
Entre 2003 e 2010, a empresa recebeu R$ 22 milhões do governo do Amazonas, durante a gestão do ex-governador e senador eleito Eduardo Braga (PMDB). Nesta sexta-feira, o deputado Belarmino Lins não compareceu à Assembleia Legislativa. Seu irmão, Átila lins, não atendeu os telefonemas da reportagem.
Eleição
Em outubro, na véspera da eleição, a PF prendeu em Manaus o camelô Edivaldo Lopes de Aguiar, que tentou sacar R$ 5 milhões, com documento falso, de uma agência do Banco do Brasil.
A PF investiga se houve suposto crime de compra de votos, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. O caso envolve as empreiteiras Emparsanco e Santher, a qual o órgão diz que é fantasma. As empresas negam qualquer envolvimento em supostas irregularidades.
As informações são da Folha.com.
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