27 de ago. de 2010

Farsa: midia mundial fala de restaurante canibal no Brasil

Indígena em aldeia wari (Foto: Kim-Ir-Sen/Agil)

A mídia de vários países do mundo se viu envolvida nesta quinta-feira (26/8) em uma notícia polêmica com ares de montagem bem armada. Um restaurante em Rondônia especializado em receitas canibais estaria procurando doadores voluntários para fornecer seu principal ingrediente: carne humana.

A polêmica teve início com a entrevista de um político alemão publicada nesta quinta-feira pelo Bild, um jornal sensacionalista de Berlim. O vereador Michael Braun, vice-presidente do diretório municipal da CDU (partido democrata-cristão alemão), afirmou ter recebido e-mails de eleitores com denúncias sobre o restaurante Flimé, que estaria planejando abrir uma sucursal em Berlim, mas disse esperar tratar-se de uma “piada de mau gosto”.

“Estou partindo do princípio de que é uma brincadeira de mau gosto. Isso é nojento, em particular porque tivemos há pouco tempo um berlinense morto por um canibal”, disse Braun, em referência ao caso real de Armin Meiwes, de 2006.

Em seguida, diversos jornais, portais e agências de notícias de diversos países repercutiram a entrevista do Bild, mencionando também anúncios que teriam sido publicados em jornais locais na Alemanha e um vídeo postado no site YouTube com uma entrevista com o suposto dono do restaurante. Entre eles, estavam o inglês The Guardian, a revista alemã Der Spiegel e as agências ANSA e Efe (embora somente em seu serviço em espanhol). Boa parte da imprensa portuguesa também deu crédito à história, inclusive veículos grandes como a TV RTP e o jornal Expresso .

A maioria divulgou um website em que um suposto restaurante oferece iguarias da culinária wari – uma tribo amazônica de Rondônia que, de fato, praticava canibalismo na época anterior ao contato com os brancos. Ao mesmo tempo, também disponibiliza um formulário para potenciais doadores oferecerem partes de seus corpos como carne e ainda procura “cirurgiões de mente aberta” dispostos a realizar as operações. No texto, escrito em alemão e em português (com a ortografia de Portugal pré-acordo), o Flimé promete arcar com os custos hospitalares.

Evidências

Em pouco tempo, a notícia ganhou páginas na web, blog, redes sociais e fóruns de discussão, com algumas pessoas escandalizadas e muitas duvidando da veracidade da notícia.

No entanto, como o Opera Mundi apurou, as evidências de informação forjada (ou hoax, como se diz no jargão de internet) se acumulam no caso do “restaurante canibal”. O website do estabelecimento divulga uma localização na cidade de Guajará-Mirim (RO) com um link para um mapa do GoogleMaps que, por sua vez, publica um endereço e um telefone. Ao ligar para o número, a reportagem do Opera Mundi constatou se tratar de uma agência bancária.

“Aqui é o Bradesco de Guajará-Mirim. Não conhecemos nenhum restaurante com esse nome na cidade. Duas pessoas já ligaram hoje”, disse Aline Costa, funcionária do banco. “Esse número é da agência há mais de 20 anos”.

Erros e montagens

No próprio site do “restaurante” e no vídeo colocado no YouTube, os autores erram o nome da cidade por duas vezes: primeiro, como “Guarajá Mirim”, depois como “Guajirim-Mirim”. Além disso, o vídeo mostra o prédio da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, na Cinelândia, como se fosse na cidade em Rondônia, e uma faixa com os dizeres “Pare canibalismo” – soando como uma tradução automática do inglês “stop cannibalism”.

No vídeo, que filma a tela de uma TV com aparência de programa jornalístico, é exibida uma reportagem sobre uma manifestação que teria reunido “mais de mil pessoas” na cidade (a população local é de 40 mil). Em seguida, aparece uma entrevista com um português identificado como o chef Eduardo Amado, explicando as origens da cozinha wari e dizendo não se importar com a polêmica do canibalismo. A repórter que o entrevista, usando microfone sem identificação de nenhum canal de TV, tenta disfarçar um claro sotaque português como se fosse brasileira.

“Todo o povo que passa por nosso restaurante volta sempre com prazer, um sorriso nos lábios”, afirma o entrevistado.

Recomendação

Uma segunda versão, publicada em 17 de agosto, traz legendas em inglês sobre o vídeo anterior. Abaixo do monitor, na imagem, passam legendas de horóscopo de um jornal matogrossense datado de 3 de agosto. Em ambos os casos, os usuários que publicaram o vídeo se registraram apenas dias antes e não têm nenhuma outra postagem nem informação pessoal divulgada.

Um terceiro vídeo, publicado no YouTube na mesma data (17/8), traz um depoimento em que o usuário identificado como Hugo Avelar, também português, diz já ter ido ao estabelecimento e recomenda o canibalismo.

“Estive há três anos no Brasil e fui, com amigos meus, a comer, a um restaurante. Comemos carne, bastante gostosa, e ao fim disseram que era carne humana. Bastante espantado, fiquei admirado de a carne ser tão gostosa. Ouvi dizer que vai abrir o mesmo restaurante aí em Berlim e só posso aconselhar vocês de irem lá, provarem e fazerem essa experiência”, diz o usuário, que comentou, na descrição do vídeo: “Experimente a cozinha Warì”.

Contactados pela reportagem, os usuários responsáveis pelos vídeos não responderam até a publicação desta matéria.

O Instituto Socioambiental, instituição especializada no estudo dos povos indígenas brasileiros, informa que os índios wari comiam não só os inimigos que matavam, mas também os mortos de seu próprio grupo. “O rito tinha início já na doença grave, quando o moribundo era chorado por parentes consanguíneos e afins”, descreve. Atualmente um grupo de menos de 3 mil índios deste povo segue vivendo em Rondônia, mas o canibalismo já não faz parte de sua cultura.

Câmara analisa projeto que pune discriminação contra heterossexuais

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É isso mesmo. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 7382/10, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pune a discriminação contra heterossexuais.

Pela proposta, quem recusar o ingresso ou a permanência de heterossexual em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público, poderá ser punido com pena de reclusão de um a três anos.

Além disso, também será punido com um a três anos de reclusão quem impedir ou restringir a expressão de afetividade entre heterossexuais e quem sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis e pensões.

Segundo o autor, a preocupação com grupos considerados minoritários tem escondido o fato de que a condição heterossexual também pode ser objeto de discriminação. Cunha acredita que a heterofobia (aversão a heterossexuais) pode se tornar comum.

O deputado diz ainda que, se o preconceito contra heterossexuais não for levado em conta nas políticas públicas antidiscriminatórias, “pode-se transmitir a impressão de que a afetividade da pessoa homossexual, bissexual ou transgênero encontra-se em um patamar de relacionamento humano mais elevado que a afetividade heterossexual”.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário.

Sigilo fiscal de Ana Maria Braga foi violado na Receita

O mesmo computador que violou os sigilos fiscais de quatro tucanos também foi usado para abrir e imprimir a declaração de renda da apresentadora Ana Maria Braga (foto), da Rede Globo.

Os dados dela foram acessados às 11h15 do dia 16 de novembro do ano passado no computador da servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos, na delegacia da Receita Federal em Mauá (SP), segundo informou nesta quinta-feira a Agencia Estado.

Semanas antes, no dia 8 de outubro, o mesmo equipamento acessou os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de três pessoas ligadas ao alto comando do partido, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

A consulta aos dados fiscais de Ana Maria Braga está na página 433 do processo aberto pela Corregedoria da Receita Federal para investigar o episódio envolvendo Eduardo Jorge.

Beatles: ‘A day in the life’ é a melhor

Um ranking da revista norte-americana ‘Rolling Stone’ destaca as 100 melhores músicas dos Beatles. ‘A day in the life’ do álbum clássico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, de 1967 ocupa o topo da lista.

Em segundo lugar, ficou “I want to hold your hand”, de 1963, seguido por “Strawberry fields forever”, incluída na trilha sonora do filme “Magical mistery tour”, também de 1967.

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Clic aqui e ouça a 100 melhores dos Beatles

O ranking faz parte de uma edição especial de colecionador entitulada ‘The Beatles: 100 Greatest Songs’, lançada para coincidir com o aniversário de 40 anos de ‘Let it be’, de 1970.

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Chefe da campanha de Bush sai do armário

O chefe da campanha para a reeleição do então presidente americano, George W. Bush, em 2004, confessou ser homossexual em uma entrevista publicada nesta quarta-feira pelo site da revista The Atlantic.

“Levei 43 anos para me sentir à vontade com esta parte da minha personalidade”, disse Ken Mehlman à revista. “Cada um traça seu caminho, e no meu caso anunciei isto a minha família, a meus amigos e a meus antigos colegas, e todos foram maravilhosos comigo”, disse.

“Se tivesse revelado antes minha orientação sexual, possivelmente teria trabalhado contra a emenda constitucional para proibir os matrimônios gays”, revelou Mehlman. “Também teria tentado estender o alcance do Partido Republicano entre a comunidad homossexual, da mesma maneira que fizemos entre os eleitores afro-americanos”.

Mehlman anunciou ainda que, após anos no serviço público, planeja se tornar um defensor dos direitos dos homossexuais. George W. Bush governou os Estados Unidos entre 2001 e 2009, e sua política sempre foi considerada pela oposição como homofóbica.

(Com agência France-Presse)

Indenização à família por racismo em atividade escolar

O Estado de São Paulo foi condenado, no último dia 10, a indenizar em R$ 20.400,00 uma família que sofreu danos morais em razão de atividade proposta pela escola do filho, com conteúdo considerado racista.

Em 2002, a professora do segundo ano da escola estadual Francisco de Assis, passou atividade baseada em texto chamado “Uma família colorida”, escrito por uma ex-aluna do colégio. Na redação, cada personagem da história era representado por uma cor: o pai era azul, a mãe era vermelha e os filhos, rosa. Até que um homem mau, que era preto, aparecia e tentava roubar as crianças.

Depois da atividade, o garoto, que é negro e na época tinha sete anos, passou a apresentar problemas de relacionamento e de queda na produtividade escolar e, segundo laudos técnicos, desenvolveu um quadro de fobia em relação ao ambiente, tendo que ser transferido.

A decisão, que é da 5ª vara da Fazenda Pública de São Paulo, diz que a linguagem e o conteúdo utilizados nos textos são polêmicos, de mau gosto e deveriam ter sido evitados. A sentença diz ainda que houve dano moral por conta da situação de discriminação e preconceito a que o casal e seu filho foram expostos.

O valor fixado corresponde à indenização de 20 salários mínimos para a criança e 10 salários mínimos para cada um dos pais.

Bancos vão ter de pagar correção da poupança de planos

Entretanto, prazo de prescrição de ações coletivas foi fixado em 5 anos.Com a decisão, milhões de correntistas vão ficar sem receber, afirma Idec.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu hoje ( 25 de agosto) que o prazo de decadência para ajuizamento de ações coletivas para que se possa receber expurgos inflacionários decorrentes dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991) é de cinco anos, conforme entendimento já existente no Tribunal sobre a questão. Já o prazo de prescrição para ações individuais referentes ao mesmo tema, passa a ser de vinte anos.

Índices de correção A 2ª seção do STJ definiu os índices de correção para as diferenças a serem pagas aos correntistas. No caso do Plano Bresser, a correção foi definida em 26,06%. Para o plano Verão, foi estipulada a correção de 42,72%, enquanto para o plano Collor I o índice definido foi de 44,80%. Para o plano Collor II, a decisão do STJ foi de corrigir os valores da poupança foi de 21,87%.

Em seu relatório, o ministro Sidnei Beneti também considerou a legitimidade das instituições financeiras como partes em tais ações. Os índices de correção dos valores das poupanças ficaram definidos da seguinte forma: para os expurgos referentes ao Plano Bresser (junho de 1987), 26,06%; para o Plano Verão (janeiro de 1989) 42,72% .

No caso do Plano Collor I, as diferenças variam de acordo com o mês, estabelecidas em 84,32% (março de 1990), 44,80% (abril de 1990 – aplicada ao caso que serviu de base para o recurso que cita este plano) e 7,87% (maio de 1990). Para o Plano Collor II o reajuste ficou em 21,87% (fevereiro de 1991).

Parâmetros - A decisão foi tomada em julgamento pelos ministros que compõem a Segunda Seção do STJ (responsável pela apreciação de matérias de Direito Privado), de dois recursos que tratam do tema, apreciados conforme a lei dos recursos repetitivos – (Lei n. 11.672/08, segundo a qual, o resultado passará a valer para todos os processos que tratem do assunto).

Na prática, o voto do relator, ministro Sidnei Beneti, abordou o assunto de forma detalhada em um documento de 66 páginas utilizando como parâmetros os seguintes recursos: o primeiro, interposto pelo banco ABN Amro Real, pediu a reformulação de acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em favor de uma consumidora e referente aos planos Bresser e Verão. O segundo, interposto pela Caixa Econômica Federal, pediu para mudar decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, TRF 4, referente aos planos Collor I e Collor II.

Em relação à questão da prescrição dos prazos, o ministro Beneti destacou que existem três modalidades de recursos repetitivos e sua posição seguiu a tese da “consolidação da orientação jurisprudencial do Tribunal”. Lembrou, ainda, que levantamento parcial constatou a existência no âmbito do STJ de 1.193 acórdãos e 20.938 decisões unipessoais (monocráticas) sobre o tema.

O relatório também acaba com dúvidas sobre o índice remuneratório a ser aplicado nas cadernetas de poupança no período do Plano Collor I. O documento destaca que no reajuste dos saldos remanescentes nas cadernetas de poupança (de até 50 mil cruzados novos) deve ser aplicado o BTNf (Bônus do Tesouro Nacional) e não o IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

Bancos - Quando aborda a legitimidade dos bancos, o relatório estabelece que estes devem figurar como partes nas ações ajuizadas, porque o fundamento central da questão é o vínculo jurídico contratual existente entre o depositante da poupança e a instituição financeira.

No tocante à questão dos índices de correção monetária, o ministro incluiu em seu relatório e voto a sugestão de que os bancos passem a operar, para ajudar na resolução de pendências sobre o assunto, com um sistema de recall (aviso aos consumidores) ou a contratação de ombudsman (espécie de ouvidor) para o contato com as pessoas que procurarem as instituições para tirar dúvidas a respeito. E citou, como exemplo, experiências observadas na Alemanha.

A votação não abordou a questão da capitalização destes valores sobre juros remuneratórios, porque este item de discussão não constou em nenhum dos dois recursos.

O voto do relator Sidnei Beneti foi aprovado integralmente pelos ministros da Segunda Seção por oito votos a um. Com a decisão, os ministros negaram provimento ao primeiro recurso, proveniente do ABN Amro Real S/A, e deram parcial provimento ao segundo, interposto pela Caixa Econômica.

STJ

Boris Casoy passa por cirurgia de emergência

O jornalista da Band, Boris Casoy, apresentador do Jornal da Noite, foi submetido a uma cirurgia para obstrução intestinal neste sábado no Hospital Albert Einsten. Casoy sentiu-se mal na última sexta-feira quando apresentava o jornal e foi levado ao hospital na mesma noite.

De acordo com um boletim médico divulgado pelo hospital nesta tarde, não houve nenhuma intercorrência durante e Casoy está em recuperação pós-operatória. Ele deve permanecer internado para observação e acompanhamento médico.

O jornalista Fabio Panuzzio assume a bancada do Jornal da Noite enquanto Boris Casoy se recupera.

Marielly Campos/Band

Sean Connery: seu nome é Bond, James Bond e faz 80 anos

Sir Sean Connery, completa, nesta quarta-feira (25), 80 anos. O primeiro a encarnar o agente 007

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Belo Perfil que o Estadão publica Hoje:

De Luiz Carlos Merten

De padeiro a sir. A trajetória de Thomas Connery, que o mundo conhece como Sean Connery, parece um sonho sobre como garoto pobre extrapola limites de classe, vira milionário, ganha reconhecimento internacional e, aos olhos do público, transforma-se num ícone. Tudo isso numa vida que se pode definir como longeva – Sir Sean Connery festeja hoje 80 anos. Como Clint Eastwood, outro ícone de virilidade, que completou 80 anos em 30 de maio, Connery torna-se octogenário sem exibir sinais aparentes de cansaço. Está “inteirão”.

Ele nasceu em 25 de agosto de 1930 em Edimburgo, na Escócia. Já disse que não teria tido problemas em seguir sendo padeiro – e teria sido bom, garante -, mas agradece ao amigo que o convenceu, em 1953, a fazer um teste para ser chorus boy de Ao Sul do Pacífico. O musical de Rodgers e Hammerstein desembarcava em Londres após arrebentar na Broadway com sua história sobre marinheiros norte-americanos numa ilha do Pacífico, durante a 2ª Guerra. Connery foi aprovado – mais pela estampa, ele reconhece. Dois anos depois, estreou no cinema e, em 1957, participou de um bom filme, Na Rota do Inferno, de Cy Endfield, antes de ser vilão em A Maior Aventura de Tarzan, de John Guillermin, dois anos mais tarde.

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A grande virada de Sean Connery ocorreu em 1962, quando os produtores Harry Saltzman e Robert Broccoli, tendo adquirido os direitos de filmagem da série de livros de Ian Fleming, o contrataram para viver nas tela James Bond, o agente inglês cujo duplo zero – 007 – lhe dá licença para matar. Connery formatou o personagem ao longo de cinco filmes – O Satânico Doutor No, Moscou contra 007, 007 contra Goldfinger, 007 contra a Chantagem Atômica e Com 007 Só se Vive Duas Vezes. Depois, cansado de empunhar a pistola, tentou desertar da série, mas foi cooptado pelos produtores a voltar quando seu substituto, George Lazenby, não deu certo em 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade.

Na verdade, o que o público não aprovara fora menos o ator do que a tentativa de humanizar o personagem. Bond voltou a ser transgressivo com Connery – violento, frio na hora de matar e sedutor com as mulheres – em 007, Os Diamantes São Eternos para salvar a série. E ele ainda retomou o papel numa produção independente, à margem da série oficial, no que talvez seja o melhor filme adaptado de Ian Fleming – Nunca Mais Outra Vez. O jovem que assiste hoje a esses filmes não tem ideia do que foi a revolução de 007. Os anos 1960 tornaram-se conhecidos como a década que mudou tudo. Minissaia, pílula, sexo livre. O cinema acompanhou as mudanças de comportamentos. O Código Hays, que disciplinava o uso da sexo e da violência em Hollywood, foi arquivado.

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James Bond encarnou um dos paradigmas da mudança. O personagem nunca foi uma unanimidade, acusado de falocrata e violento, mas se beneficiou de um fã muito especial – o próprio presidente dos EUA, John Kennedy, notório mulherengo, alimentou as fantasias do público ao dizer que não havia leitura melhor para desanuviar as pressões do cargo. Só que Connery nunca quis ficar restrito ao papel e, antes mesmo de abandoná-lo, usou a popularidade que a série lhe proporcionava para participar de projetos artisticamente mais ambiciosos. Filmou com Alfred Hitchcock (Marnie, as Confissões de Uma Ladra), Irvin Kershner (Sublime Loucura), Sidney Lumet (A Colina dos Homens Perdidos), Martin Ritt (Ver-Te-Ei no Inferno), John Huston (O Homem Que Queria Ser Rei) e Richard Lester (Robin e Marian).

Nos anos 1980 reinventou-se como o monge detetive de O Nome da Rosa, que Jean-Jacques Annaud adaptou de Umb erto Eco, e Os Intocáveis, de Brian De Palma, que lhe valeu o Oscar de melhor ator coadjuvante. Só mesmo Hollywood – um dos maiores astros do cinema, um ícone e um grande ator – é premiado como coadjuvante enquanto outros, muito menos talentosos do que ele, ganham o Oscar principal. Ainda nos 80, fechou a década como pai de Harrison Ford em Indiana Jones e a Última Cruzada, de Steven Spielberg. Quem mais teria autoridade para chamar o herói de “Júnior”?

Homem político. Na vida pessoal, foi casado de 1962 a 73 com Diane Cilento e ela escreveu um livro, após a separação, contando como ele foi péssimo marido. Desde 1975, é casado com Michelline. É um homem político, apoiando, inclusive financeiramente, o Partido Nacional Escocês, que luta pela independência da Escócia. Seus opositores contestam o patriotismo com dedo acusador – para fugir aos impostos, Connery mora há décadas com a mulher em Nassau, nas Bahamas. Nos últimos anos, decepcionado com o sistema de Hollywood – mas também com a bilheteria magra de A Liga Extraordinária -, parou com o cinema. O projeto atual é um livro sobre sua vida. Sean Connery conta tudo. Terá de ser um volume alentado, para dar conta de uma trajetória tão complexa, com tantos encontros notáveis. Balanço de vida

SEAN CONNERY “Admito que me pagam muito bem, mas eu mereço. Afinal, nem as prostitutas, rodando bolsinha, foram mais abusadas do que eu na tela dos cinemas.”

Petrobras tem 367 vagas para estágios

A Petrobras Distribuidora está com inscrições abertas para 367 vagas de estágio. As oportunidades são para estudantes de níveis superior e médio profissionalizante que estejam nos quatro últimos semestres do curso. O valor da bolsa-auxílio varia de R$ 583,43 a R$ 865,02.

Há oportunidades em 38 cidades dos seguintes estados: Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Também há no Distrito Federal.

A carga horária diária é de quatro horas para os níveis médio e superior. O estágio possui duração de um ano, sem prorrogação. Os estagiários do curso de Direito têm carga horária de seis horas e, neste caso, o estágio pode ser prorrogado por mais um ano.

Benefícios

* Estagiários de nível médio com quatro horas diárias de estágio: direito a bolsa de complementação educacional de R$ 583,43 e seguro de acidentes pessoais.

* Estagiários de nível superior com quatro horas diárias de estágio: bolsa de complementação educacional de R$ 696,07 e seguro de acidentes pessoais.

* Estagiários de nível superior em Direito com seis horas diárias de estágio: bolsa de complementação educacional de R$ 865,02 e seguro de acidentes pessoais.

Banco de vagas

Outros estagiários podem ser selecionados ao longo do ano. Os candidatos que não forem selecionados para a vaga aberta ficarão cadastrados e poderão ser convocados em outra oportunidade. Os candidatos serão chamados para uma entrevista quando surgirem vagas.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas até o dia 19 de outubro pelo site Mais informações pelo telefone: 0800-789001.

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