24 de jul. de 2010

Kimindas

Previdência quer fim das pensões herdadas

O bom desempenho da economia brasileira e a proximidade de um novo governo formam um cenário propício para reacender assuntos polêmicos ligados à Previdência Social.

Pouco a pouco, o ministro Carlos Eduardo Gabas vem colocando os temas em pauta: aumento da idade mínima para aposentadoria, unificação dos regimes dos servidores públicos com o geral e continuação da contribuição previdenciária dos servidores inativos.

Os itens mais recentes são o desconforto em relação ao acúmulo de benefícios, que praticamente só existe no Brasil, e as pensões herdadas por cônjuges.

Exemplo disso é a atriz Maitê Proença –que faz o papel da ousada Stela na novela global “Passione”– voltou a ganhar o direito de receber duas pensões do governo de São Paulo. O benefício, de cerca de R$ 13 mil mensais, foi cortado no final do ano passado por decisão administrativa da SPPrev (São Paulo Previdência).

A atriz ganhava pensão herdada de seus pais, o procurador de Justiça Carlos Eduardo Gallo e a professora Margot Proença, mortos em 1971 e 1989. Maitê tem direito ao benefício porque nunca se casou no papel. No entanto, teve uma filha e viveu 12 anos com o empresário Paulo Marinho. Ela também morou com o cineasta Edgar Moura.

Pela Lei Complementar 180/78, as filhas solteiras de servidores públicos têm direito a pensão permanente. Mas a SPPrev defende que a atriz perdeu esse direito pela vida conjugal mantida com o empresário Paulo Marinho.

Maitê Proença entrou com um mandado de segurança na Justiça para ter de volta seus direitos.

O Ministro Gabas encomendou estudos internos na Previdência para ter números que possam dar respostas sobre qual caminho seguir.

De acordo com o anuário da Previdência de 2008, o mais recente disponível, 3,7 milhões de pessoas recebiam naquele ano pensões por morte de cônjuge, companheiro ou ex-cônjuge – a maioria significativa é de mulheres (3,4 milhões). O total de pagamentos previdenciários por morte – incluindo filhos, pais, irmãos, além do próprio cônjuge – é feita a 6,5 milhões de beneficiados e o número geral de benefícios do INSS é de 23,1 milhões.

O Estado de S. Paulo.

Caso Rafael Mascarenhas: PMs cobraram 10 mil para liberar atropelador

Marcelo CarnavalO empresário Roberto Martins Bussamra (foto) revelou, na sexta-feira, que pagou mil reais ao sargento da PM Marcelo Leal de Souza Martins e ao cabo Marcelo Bigon, depois que o filho de Roberto, Rafael de Souza Bussamra, de 25 anos, atropelou, na última terça-feira, o músico Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães. Segundo o empresário, o montante repassado foi apenas 10% do que exigiram os policiais (R$ 10 mil), logo após o acidente. A propina foi exigida pelos PMs por eles terem liberado o carro.

A declaração contradiz os depoimentos dos PMs, que haviam dito não ter visto as avarias do veículo porque o local estava escuro. O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou a prisão administrativa dos dois policiais.

Serviços prestados

Em depoimento na 15ª DP (Gávea), Roberto disse que foi chamado pelo filho Rafael, por volta de 2h de terça-feira, logo após o atropelamento. Segundo o empresário, meia hora depois, ele se encontrou com o filho, na Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico.

Roberto contou que, chegando lá, encontrou o filho, um amigo dele e os dois PMs conversando. Um dos policiais se identificou com o nome falso de Leonardo. O policial teria, então, perguntado: “o que ele (Roberto) poderia fazer por ele, pois tinha ajudado muito”. Segundo o empresário, o PM alegou que descrevera as avarias do carro com informações erradas, desfizera o local do crime e retirara o atropelador de lá. Nesse momento, segundo Roberto, o cabo da PM exigiu R$ 10 mil pelos “serviços prestados”.

O empresário contou que os PMs ficaram aguardando a chegada do reboque na Gávea. O carro chegou à oficina, em Quintino, às 4h30m. Segundo Roberto, às 5h15m, ele, o filho e os PMs deixaram o local e combinaram um encontro na Praça Mauá, por volta de 10h. No local marcado, os policiais ficaram dentro de um carro particular, um Renault Logan, aguardando o empresário sacar o dinheiro. O pai de Rafael disse que retirou R$ 6 mil, dividindo a quantia em dois malotes — um de R$ 1 mil e outro de R$ 5 mil. Roberto resolveu dar apenas R$ 1 mil e lhes explicou que precisava pegar o restante em outra agência.

Divulgação

Agência

Ao chegar na outra agência, que fica na Avenida Presidente Vargas, enquanto aguardava senha para falar com o gerente, a fim de resgatar os R$ 4 mil restastes, Roberto disse ter recebido um telefonema da mulher. Ela informou ao marido que o rapaz atropelado seria o filho da atriz Cissa Guimarães. O empresário contou na delegacia que procurou, então, os dois policiais militares e disse que não lhes daria mais nada. O outro filho de Roberto, Guilherme Bussamra, confirmou o depoimento do pai.

Roberto e Guilherme Bussamra foram à delegacia acompanhados do advogado Spencer Levi. O depoimento deles durou sete horas. Os dois foram chamados para depor depois que o lanterneiro que iria fazer os reparos do carro prestou depoimento, na quinta-feira, na delegacia. O lanterneiro Paulo Sérgio Gentille Muglia disse que chegou a suspeitar que houvesse pele humana no capô do carro.

A Corregedoria da Polícia Militar pediu a decretação da prisão preventiva do sargento e do cabo, para que eles fiquem presos no Batalhão Especial Prisional (BEP). Policiais da corregedoria foram prendê-los em casa. Os PMs vão responder por corrupção passiva em inquérito policial militar. O empresário será autuado num inquérito por corrupção ativa, a ser instaurado na 15 DP (Gávea).

Para o perito Mauro Ricart Ramos, especialista em análise de acidentes de carro que já dirigiu o Instituto de Criminalística Carlos Éboli, o veículo que atropelou o músico Rafael Mascarenhas estava a pelo menos 100 Km/h. Ele chegou a essa conclusão observando as avarias no Fiat Siena do atropelador.

— Posso falar com muita precisão: o carro estava em alta velocidade — explica.

Extra

Lindsay Lohan briga com presas e fica em cela isolada

A atriz Lindsay Lohan, que cumpre pena de 90 dias na prisão de Lynwood, na Califórnia, teve uma crise histérica na noite de sexta-feira, depois de sofrer provocações de outras detentas, e teve que ser colocada em isolamento.

De acordo com o jornal britânico “Daily Mirror”, Lindsay começou a chorar e gritar quando suas colegas de cárcere começaram a fazer piadas sobre sua sexualidade e seu relacionamento com a DJ Samantha Ronson, sua ex-namorada.

As companheiras de cela estariam irritadas com Lindsay, que foi presa no último dia 20. “O ar-condicionado da prisão é muito frio, Lindsay passou toda a noite chorando e tremendo. Seu choro não deixou ninguém dormir”, contou uma detenta ao “Mirror”. Outra prisioneira, que dormiu próximo a Lindsay, contou que na cela há mulheres condenadas por assassinato. Algumas começaram a provocá-la. Lindsay, então, discutiu com elas e pediu para ser colocada numa cela isolada.

A atriz foi condenada por violar a liberdade condicional, após ser condenada por dirigir embriagada. Seus advogados, porém, esperam que ela seja libertada em duas semanas.

15 pessoas morrem esmagadas em Parada Gay na Alemanha

Em um túnel situado nas proximidades do local onde acontece a Love Parade, na cidade de Duisburg, um tumulto público acabou causando a morte de pelo menos dez pessoas. Durante um ataque coletivo de pânico, “as pessoas foram pisoteadas”, declarou um porta-voz da polícia local. Aproximadamente 15 vítimas fatais e outras gravemente feridas receberam socorro médico de urgência.

A organização do evento havia noticiado pouco antes da tragédia que o local onde ocorre a Love Parade( uma tradicional Passeata gay) teria sido fechado devido ao número excessivo de participantes – um total de 1,4 milhão de pessoas. Aproximadamente 1400 policiais estavam presentes no local.

Falta de ar

Segundo um dos participantes ouvido pela agência de notícias dpa, testemunhas alertaram as forças policiais, alguns minutos antes da tragédia, que a passagem subterrânea não comportaria tanta gente: “Eu e minha namorada ficamos quase sem ar lá dentro e só conseguimos sair dando cotoveladas. A seguir, avisamos a polícia de que ali dentro havia risco de pânico”, disse o jovem de 21 anos.

“Todas as plataformas da estação ferroviária central da cidade permanecem bloqueadas”, afirmou em Duisburg Udo Kampschulte, porta-voz da polícia local, que tenta desviar o fluxo de participantes em direção ao norte do país, enquanto o tráfego ferroviário em direção ao sul mantém-se interrompido.

Cerca de 1,4 milhão de pessoas, segundo os organizadores, participam da parada gay, que pedia igualdade de direitos para os homossexuais, com muita música eletrônica.

A parada, que ocorre quase todos os anos desde a primeira edição, em Berlim, no ano de 1989, não tinha registrado ocorrências graves até então.

A festa acontece em uma antiga estação de trem da cidade.

Apesar do tumulto, a música continuou no início da noite, e a maior parte dos participantes ignorava a tragédia, segundo a rede de televisão NTV.

SV/dpa/afp/rtr

Pedofilia: bispa renuncia após escândalo

A bispa luterana de Hamburgo, Maria Jepsen, de 65 anos, renunciou ao cargo, após acusações de que não teria reagido a denúncias de pedofilia em sua igreja, a Nordelbische Kirche, e encobertado o caso. Ela teria permitido que um pastor acusado de abusar sexualmente de adolescentes continuasse em contato com jovens.

Jepsen disse que a acusação põe em dúvida a sua credibilidade. “Não me sinto em condições de continuar a disseminar a Boa Nova, como prometi na minha ordenação e na minha eleição para bispa, diante de Deus e da diocese”, justificou. É a primeira vez que o atual escândalo de pedofilia envolvendo religiosos afeta a Igreja Luterana da Alemanha.

Testemunha contesta Jepsen

O pastor, hoje aposentado, é acusado de ter abusado sexualmente de seus enteados e de vários outros jovens na cidade de Ahrensburg, nas proximidades de Hamburgo. Os abusos teriam acontecido do entre o final dos anos 1970 e meados dos anos 1980.

A direção da Igreja afirma só ter tomado conhecimento do caso por meio de uma carta enviada em março de 2010, por uma das vítimas, uma mulher que tem hoje 46 anos.

Diversos órgãos da imprensa alemã afirmam, contudo, que Jepsen teria sido informada já em 1999. O jornal Hamburger Abendblatt publicou uma declaração, fetia sob juramento, de uma testemunha, que assegura ter informado Jepsen dos referidos abusos em 1999, durante um congresso. A bispa diz que, na época, ficou sabendo apenas de um caso extraconjugal do pastor.

O semanário Der Spiegel afirma que pastor foi afastado de comunidade em que atuava em 1999, mas continuou trabalhando na igreja e mantendo contato com jovens até se aposentar, em 2001.

Segunda renúncia

Este é o segundo escândalo envolvendo mulheres na Igreja Luterana da Alemanha em menos de seis meses. Em fevereiro passado, a bispa Margot Kassmann, então presidente da Igreja, renunciou ao cargo depois de ter sido flagrada pela polícia conduzindo um veículo alcoolizada.

O presidente do Conselho da Igreja Luterana, Nikolaus Schneider, lamentou a decisão de Jepsen e destacou a atuação da bispa em favor da igualdade de direitos das mulheres e da união homossexual, bem como seu engajamento em prol do ecumenismo e nas relações com Israel.

Em abril de 1992, Jepsen tornou-se a primeira bispa evangélica em todo o mundo. Ela foi reeleita em 2002, para um mandato de mais dez anos. A Nordelbische Kirche é uma das 22 Igrejas protestantes que formam a Igreja Luterana no país.

AS/dpa/rtr/afp/epd/lusa

Quadruplica número de mortes de idosos por quedas

O número de mortes de pessoas com mais de 60 anos provocadas por queda aumentou quatro vezes em dez anos, segundo levantamento divulgado pela Sec de Saúde do Estado de São Paulo.

32% dos pessoas com 65 a 74 anos caem uma vez por ano

O índice passou de 7,6 mortes a cada 100 mil, em 2000, para 28,4 para cada 100 mil, em 2008. Foram registradas 253 mortes há oito anos e no ano retrasado o número subiu para 1.240.

Segundo o médico geriatra e coordenador clínico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, Anderson Della Torre, o aumento da expectativa de vida da população é uma das razões do crescimento das mortes.

Ele destaca ainda que também houve melhoras na notificação das mortes por quedas e dos registros de dados.

“A outra questão é que houve um aumento do número de idosos com mais de 85 anos. E esses cresceram muito mais do que os idosos jovens (com menos de 85 anos)”, ressaltou o médico.

Della Torre enfatizou que todos sofrem com quedas, mas os mais velhos são mais suscetíveis.

De acordo com os dados divulgados, 32% dos pessoas com 65 a 74 anos caem uma vez por ano e entre aqueles que estão acima o percentual aumenta para 51%.

“Os muito idosos caem mais e têm um risco de óbito muito maior porque sua capacidade de recuperação é menor, devido à sua reserva funcional ser mais deficitária. Por isso a mortalidade aumenta nessa faixa etária”.

O ambiente onde vive a pessoa pode ser uma das causas para os acidentes. Segundo o geriatra, móveis em locais impróprios, pisos escorregadios, muitas escadas, iluminação precária, podem expor a pessoa ao acidente, além dos fatores intrínsecos ao organismo.

“Com o envelhecimento, a visão fica prejudicada, a sensibilidade com relação ao piso diminuída, há perda de audição, alterações osteomusculares, o que causa menos força, reflexo e equilíbrio, além das doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou das neurológicas, como o Parkinson”.

Para evitar os tombos o médico aconselha que o ambiente seja revisto, com atenção para os tapetes, móveis, escadas, rampas, sinalização, corrimões nos banheiros, pisos não escorregadios, calçados adequados.

“Essas medidas são aplicáveis e é preciso também fazer sempre uma avaliação clínica. Quando há um histórico de queda é um sinal de que algum evento agudo aconteceu. É preciso entender a queda como um sinal de que algo está errado, podendo ser até um medicamento que cause algum desequilíbrio”.

Dalla Torre afirmou também que as quedas envolvem até uma questão social, porque causam no idoso uma “síndrome de pós-queda”, que é o medo de cair que leva o leva a evitar a exposição fora de sua casa.

“Ele fica em um isolamento social, então não podemos ver só a consequência física, temos que olhar também o resultado psicológico e social de uma queda porque isso afeta a qualidade de vida dele o que provoca a perda de autonomia e da independência”.

Brasil Econômico

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