15 de jun. de 2010

Galvão Bueno diz não ligar para o ‘Cala boca, Galvão’

Galvão Bueno. Foto:  Divulgação

O locutor Galvão Bueno reagiu com indiferença na África do Sul, ao saber que está em primeiro lugar nos Trending Topics mundiais, tópicos mais comentados no Twitter.

Explica-se: é que muita gente digitou a mesma frase. Adivinhe qual? “Cala boca, Galvão!” Esta expressão está há cinco dias na tal lista. A história foi parar até no jornal americano ‘The New York Times’ e El Pais da Espanha e Galvão deu tanta risada com a situação que resolveu apoiar o movimento! e foi parar até no jornal espanhol “El País”.

Veja aqui Galvão comentando e apoiando a campanha!

- Não tenho a menor ideia do que seja isso (trending topics). Não tenho nada pra falar. Estou que nem os jogadores: focado na estreia do Brasil hoje. Não tenho Twitter, e estou na Copa trabalhando. E não quero mais dar entrevista“, disparou o locutor.

A expressão começou a pipocar na rede durante a cerimônia de abertura da Copa. O número de ”tuitadas“ atraiu a curiosidade dos estrangeiros, que perguntavam o que queria dizer a frase. Para induzir os gringos a ”retuitarem“, os brasileiros criaram versões falsas para explicar o tema. Foi criado até um vídeoclipe que em pouco tempo no YouTube alcançou mais de 50.000 acessos.

Artistas como Luciano Huck e Bruno Gagliasso começaram uma mobilização em defesa do locutor no microblog. ”Free Galvão”, escreveu Luciano Huck, sendo retuitado por diversos seguidores. Já o ator de “Passione” postou duas vezes a frase ”Fala Galvão“.

Mas houve gente que aproveitou o episódio para tirar sarro de Galvão. O escritor Paulo Coelho, que mora na Inglaterra, escreveu em seu Twitter: ”Cala Boca Galvão é a versão brasileira do remédio homeopata Silentium Galvanus”.“Cala Boca Galvão” virou uma grande febre na internet. Centenas de usuários se divertem com as mensagens sobre o jornalista.

Extra

Jornal Zero Hora condenado a indenizar por frase plagiada em concurso

Conforme o site Espaço Vital, o sonho frustrado do leitor e advogado Laerte Bonetti de Andrade de ir a São Paulo assistir ao jogo do Internacional de Porto Alegre, desfrutando da promoção “RBS Leva Você à Final da Libertadores”, deverá ser reparado pela forma desleal como o torcedor foi vencido no concurso de frases lançado pelo jornal Zero Hora.

O autor da frase vencedora receberia a viagem-prêmio a ser realizada em 9 de agosto de 2006. Laerte enviou pela Internet a sua criação, esperançoso na vitória, mas no dia 7 de agosto verificou que seu nome não estava inserido entre os ganhadores da promoção. Na ocasião, não foram divulgadas publicamente as frases escolhidas.

Dias depois, porém, Laerte encontrou no saite da Zero Hora a revelação das melhores frases. Ao lê-las, Laerte se surpreendeu ao ver que a 28ª frase selecionada era, literalmente, a sua, embora seu nome não figurasse no rol dos contemplados, e sim o de Michele Michel Ruano.

A ação ajuizada por Laerte contra a RBS Zero Hora Editora Jornalística S.A. e contra a contemplada Michele revelou que o autor da frase havia sofrido plágio por parte da outra concorrente da promoção, em face de falhas de segurança no processo seletivo executado pelo jornal.

Na sentença, o juiz de Direito Maurício da Costa Gamborgi, da 8ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, identificou o ato ilícito a partir de um documento juntado aos autos que dava conta de que no sistema informatizado da Zero Hora aparecia a informação de que Laerte postara a sua frase no dia 5 de agosto de 2006, enquanto a Michele o fizera somente no dia seguinte. Segundo o juiz, “todo um conjunto de fatores relevantes e significativos atua em prol da convicção de que efetivamente ocorreu uma fraude”.

Para o magistrado, a fraude teria ocorrido mediante a participação de alguém no âmbito interno da empresa, ou com o concurso de fraude eletrônica (tipo “hacker”).

Fato instigante é que a postagem eletrônica da frase pela ré ocorreu no último dia do certame e apenas duas horas antes do encerramento da promoção (às 18 horas), sendo o resultado final divulgado logo às 12 horas do dia seguinte. “Não é crível que num universo de vinte mil frases remetidas a primeira ré fosse deixar todo o trabalho de seleção e escolha para depois do encerramento do prazo de inscrição, prazo a partir de cujo encerramento teria apenas mais cerca de 16 horas para divulgação do resultado da promoção, tudo indicando portanto que o trabalho de seleção e escolha deve ter sido desenvolvido ao longo do prazo de inscrição” – raciocinou o juiz Gamborgi.

A defesa da ré Michele centrou-se na alegação de que teria ocorrido uma situação acidental, na qual duas pessoas enviaram frases idênticas.

A sentença de primeiro grau eximiu Zero Hora de responsabilidade pelo ato ilícito, imputado exclusivamente à ré Michele, e condenou esta a indenizar os danos materiais (valor da viagem, como lucro cessante) e morais sofridos por Laerte (estes arbitrados em R$ 4.500,00).

Inconformados, tanto Laerte como Michele apelaram ao TJRS (…)

Levando em consideração o porte da RBS Zero Hora e o fato de a ré Michele ser farmacêutica, o relator votou pelo aumento do valor da condenação pelo dano moral a R$ 5.100,00 e manteve a quantia indenizatória do prejuízo material, consistente no valor de um pacote de viagem a São Paulo para assistir à partida final da Taça Libertadores.

As rés ainda dividirão o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, estes de 20% sobre a condenação.

Em tempo

A frase premiada objeto da controvérsia é: “Se o coração de todos é vermelho, o meu tem um pouco de branco.

Lula cede e confirma aumento de 7,7% aos aposentados

Em meio a forte pressão que rachou o governo e aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta terça-feira conceder reajuste de 7,7% para aposentados que ganham acima do salário mínimo. O impacto desse reajuste, acima dos 6,14% previstos inicialmente pelo governo, é de R$ 1,6 bilhão. Pela manhã, Lula se reuniu com ministros da área econômica, que recomendava o veto ao reajuste, e da área social para discutir a questão.

O presidente deve anunciar ainda o veto ao fim fator previdenciário, também aprovado pelo Congresso. Criado em 1999, esse mecanismo que inibe aposentadorias precoces gerou, em dez anos, economia de R$ 10,1 bilhões ao governo. A estimativa é que o fim do fator previdenciário poderá ter um impacto financeiro, no primeiro ano, de R$ 2 bilhões.

Parlamentares e ministros da área social temiam que o veto ao aumento de 7,7% aprovado pelo Congresso prejudicasse a campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Mas a área econômica estava unida contra o aumento .

ProUni já recebe inscrições

A partir desta terça-feira, 15, os interessados em conseguir uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem se inscrever pelo site do Ministério da Educação. Nesta edição, serão oferecidas 60.488 bolsas em 1.225 instituições privadas de ensino superior.

Keiny Andrade/AE
Do total de bolsas, 39.113 são integrais e 21.375 parciais

Para participar, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em colégio particular como bolsista. Também é necessário ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 e alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco provas.

Do total de bolsas oferecidas nesta edição, 39.113 são integrais e 21.375 parciais, que custeiam 50% da mensalidade. As bolsas integrais são destinadas a alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 765). As bolsas parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não seja superior a três salários mínimos (R$ 1.530).

As inscrições se encerram no dia 19 e a previsão é que a lista dos pré-selecionados em primeira chamada seja divulgada no dia 21 de junho. Esses estudantes deverão comparecer às instituições para a qual foram chamados no período de 22 de junho a 2 de julho para entregar documentos que comprovem as informações prestadas nas inscrições.

Em seguida, estão programadas seis chamadas subsequentes, caso ainda haja bolsas a serem distribuídas. Também podem se inscrever professores da rede pública de ensino básico interessados em cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia, desde que estejam em exercício. Nesse caso, não é necessário cumprir o critério de renda.

Keiny Andrade/AE

Caiado vai receber indenização de 2,5 milhões

A sétima Vara Civel de Goiânia condenou hoje a editora Planeta, Fernando Morais e o publicitário Gabriel Zellmeister a indenizar Ronaldo Caiado em 2,5 milhões de reais.

O livro Na Toca dos Leões, que conta a história da W/Brasil, afirma que o deputado teria sugerido aos diretores da agência, durante a campanha de 1989, que a solução para reduzir a população nordestina seria colocar esterilizante na água.

Em sua defesa, Fernando Morais disse à Justiça ter ouvido a história de Zellmeister. A Justiça dividiu então a fatura entre o autor, o publicitário e a editora. Morais terá de pagar 500 000 reais a Caiado, Zellmeister, 1 milhão de reais e a Planeta, mais 1 milhão de reais.

O livro, que chegou a ser recolhido, poderá ser vendido livremente, desde que seja retirada a afirmação contra Caiado.

Na época, Caiado negou e afirmou ter sido vítima de perseguição, mentira e calúnia. De acordo com a decisão, a editora terá que corrigir a falsa informação na atual edição do livro e nas demais que forem publicadas. “Em primeiro lugar, minhas ligações com os nordestinos são familiares. Minha esposa é baiana, por exemplo”, disse Caiado. “Nada melhor do que resgatar a verdade”, disse o líder democrata, para quem a citação de Morais foi “mentirosa, maldosa e criminosa”.

“Sou contra qualquer tipo de censura”, ainda comentou o líder ruralista. “Fiz questão de não pedir proibição do livro. Apenas a correção e a verdade dos fatos”, prosseguiu. A única reivindicação que faço é que a responsabilidade não deve ser deixada de lado. Imprensa boa é imprensa livre”, disse Caiado.

Caiado, que espera a convenção do DEM, no próximo dia 30 de junho, para decidir se será candidato a reeleição este ano, ou se sairá compondo uma das três chapas majoritárias que concorrem ao governo do Estado, considerou o processo bem fundamentado. “O juiz ouviu todos os lados, foi consistente”, disse sobre a decisão de mais de 100 páginas.

O Globo divulga “cartilha” para eleições 2010

Uma eleição é tão importante para O GLOBO. É quando as páginas do jornal e todas as suas mídias digitais se abrem para fazer um balanço do que está dando certo ou errado na administração pública. É função de um jornal envolver suas audiências nos problemas que afetam diretamente o seu dia a dia. Com informação, reflexão, debate, interatividade, além de acesso a opiniões das diversas correntes envolvidas na disputa eleitoral. É isso o que O GLOBO pretende entregar a sua audiência, nas suas diferentes plataformas. Com equilíbrio, independência e pluralidade.

Para desempenhar essa missão, O GLOBO mobilizará a sua equipe de repórteres, colunistas e editores durante os próximos meses, com o objetivo de apresentar ao leitor a melhor cobertura eleitoral. E é para prestar informação isenta e transparente que O GLOBO está divulgando, no mês que antecede a campanha, este Estatuto das Eleições, um conjunto de regras editoriais e profissionais que todos os seus jornalistas e demais funcionários se comprometem a seguir. Leia abaixo a íntegra:

1) O GLOBO não concederá licença para que jornalistas e funcionários trabalhem em campanhas eleitorais. Quem o desejar terá de se demitir da empresa, e, se for recontratado, isso só será feito depois de cumprir uma quarentena cuja duração será arbitrada pela direção.

2) Artigos de candidatos deixam de ser publicados nas páginas de opinião tão logo eles sejam confirmados pelas convenções partidárias. Antes disso, serão recusados todos os artigos que obviamente representem propaganda pré-convenção. A publicação fora das páginas de opinião será previamente acertada com a direção de Redação. É permitido encomendar a candidatos a eleições majoritárias textos sobre temas predeterminados, para ajudarmos o eleitor a decidir o voto.

3) Jornalistas e demais funcionários não usarão em serviço distintivos, camisetas ou qualquer peça de propaganda de candidatos. A proibição estende-se aos veículos que utilizem estacionamento da empresa. É também vetada a ligação da imagem de qualquer profissional da Redação a candidatos.

4) As mesmas orientações valem para a participação de funcionários em blogs e redes sociais da internet. Deve-se evitar a publicação de textos, fotos ou vídeos que possam ser entendidos como favoráveis a determinada campanha ou indiquem posicionamentos partidários. As recomendações aplicam-se tanto aos produtos do jornal O GLOBO quanto a contas individuais de jornalistas, já que, na prática, qualquer conteúdo publicado nas redes sociais poderá ser associado à linha editorial do jornal.

*No caso específico do uso de Twitter e/ou outros microblogs, fica vedado ao funcionário do GLOBO a prática de reenvio (“retweets”) de conteúdos publicados por partidos políticos ou candidatos. Também não será permitido usar o serviço para propagar links para sites (pessoais ou institucionais) que contenham propaganda político-partidária, ou que sejam tanto ofensivos quanto elogiosos a determinado candidato.

*Se, por necessidade profissional, jornalistas precisarem adicionar candidatos ou partidos políticos como “amigos” em páginas do Facebook, Orkut e demais sites de relacionamento, devem fazê-lo de forma equilibrada, evitando restringir a prática a apenas um determinado candidato ou partido. As inclinações políticas de jornalistas do GLOBO não devem aparecer também em seus perfis pessoais nesses e em outros sites de relacionamento.

*As orientações acima aplicam-se aos jornalistas e blogueiros da Infoglobo, não valendo, portanto, para colaboradores eventuais e articulistas. Nestes casos, O GLOBO reserva-se o direito de avaliar a publicação de conteúdo que fira a legislação em vigor.

5) Só divulgaremos pesquisas registradas na Justiça Eleitoral. Conforme legislação específica, é obrigatória a publicação da ficha técnica da pesquisa. Não publicamos informações sobre pesquisas antecipadas em off. Não divulgamos pesquisas encomendadas por candidatos e/ou partidos, mas colunistas podem eventualmente utilizar essas informações para desenvolver seus comentários. Pesquisas encomendadas por outras instituições serão analisadas caso a caso.

6) Não se aceita viagem a convite de candidato. Quando, por problemas de logística (falta de vôos comerciais, por exemplo), não houver outra alternativa, as despesas serão reembolsadas a quem fez o convite – e o fato de tratar-se de uma viagem a convite será registrado na matéria.

7) Deve-se evitar, inclusive com recurso à Justiça, o uso indevido de material editorial de nossos jornais e sites em campanhas eleitorais.

8.) Não publicamos estimativas de participantes de comícios fornecidas por partidos, candidatos ou seus representantes, salvo quando comparadas com estimativas isentas, como das forças policiais.

9) O espaço destinado a cada candidato será equilibrado, respeitando-se sempre os critérios jornalísticos de interesse geral, nos quais o desempenho em pesquisas eleitorais é um dos indicadores, mas não o único.

10) Jornalistas envolvidos na cobertura das eleições devem, como os demais profissionais do jornal, do impresso ou do mundo virtual, se informar e respeitar rigorosamente as regras básicas do nosso Manual de Redação. Entre as normas que devem ser especialmente observadas neste período estão as de jamais publicar acusações em off (sem identificação do autor). Da mesma forma, especialistas ligados a partidos ou candidatos devem ser sempre apresentados como tal.

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