Zé Dirceu é submetido a cateterismo no Incor SP
O ex-ministro da Casa Civil e deputado federal petista cassado (acusado de corrupção) José Dirceu, réu do processo do Mensalão do PT, deu entrada na noite da última terça-feira no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. De acordo com o hospital, o petista foi submetido a uma bateria de exames de avaliação, incluindo um cateterismo.
Após passar a noite na unidade médica, o petista José Dirceu foi liberado no início da tarde de quarta-feira. De acordo com pessoas próximas ao ex-ministro, os exames estavam agendados e se trataram de uma avaliação de rotina. Um familiar informou que o ex-ministro está bem e já retomou a rotina de trabalho.
O ex-ministro sofre de hipertensão e toma medicações rotineiramente.
Procuradoria Geral da República quer vetar ensino religioso em escolas públicas
A Procuradoria Geral da República entrou nesta quinta-feira com ação para acabar com o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras. Na ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal, a procuradora Deborah Duprat defende que o Estado é laico e, portanto, não deve oferecer ensino religioso nas escolas públicas.
“A escola pública não é lugar para o ensino confessional, pois este tem por propósito inculcar nos alunos princípios e valores religiosos partilhados pela maioria”, diz a ação. Para a procuradora, o ensino religioso trás “prejuízo das visões ateístas, agnósticas ou de religiões com menor poder”.
A Procuradoria Geral da República, contudo, admite o estudo das religiões desde que seja sob a perspectiva histórica e comandada por professores, “sem qualquer tomada de partido” e sem a participação de pessoas vinculadas a igrejas.
PGR quer deixar claro que ensino religioso só pode ser de natureza não-confessional
Na prática, a ação da Procuradoria Geral da República vai representar constrangimento entre o governo Lula e a Igreja Católica. A Procuradoria Geral da República quer que seja declarada inconstitucional parte do acordo entre o governo brasileiro e Vaticano, feito em 2008.
O texto prevê “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, nas escolas públicas de ensino fundamental”.
Fabricação de remédio para leucemia é suspensa
O principal medicamento para tratar a leucemia linfoide aguda, o câncer infantil mais frequente, teve a fabricação suspensa temporariamente no país.
O remédio Elspar (asparaginase) é único no mercado e, segundo os médicos, a falta dele pode comprometer o tratamento de crianças.
Em documento obtido pela Folha/SP, o laboratório Bagó, que faz a droga, justificou a suspensão da produção alegando que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não aprovou a mudança do local de fabricação do medicamento.
Segundo a médica Silvia Brandalise, responsável pelo protocolo brasileiro de leucemia linfoide aguda, o remédio é “peça-chave” nas primeiras quatro semanas de tratamento dessa doença.
“Já está faltando o remédio no Brasil todo. Vai ser um caos se a fabricação não for retomada com urgência. A leucemia não avisa quando vai chegar”, afirma a médica, presidente do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP). A entidade atende dez casos novos da doença por mês.
Brandalise diz que uma solução emergencial será a importação do medicamento de outros países, como Argentina, Chile ou Estados Unidos.
No documento enviado à Anvisa, o laboratório Bagó informou que, nos próximos 180 dias, a venda do medicamento em estoque deverá ser racionada.
Nesse período, a empresa espera realizar as alterações exigidas pela agência e retomar a fabricação.
A leucemia aguda afeta de três a cinco crianças a cada 100 mil. É uma doença progressiva, que necessita de urgência no tratamento, cujo objetivo é destruir o maior número de células doentes (blastos). Com isso, a medula óssea recupera sua produção de células normais.
FSP/CLÁUDIA COLLUCCI
CNT/Sensus: Dilma lidera pesquisa com 41,6%
Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou nesta quinta-feira (5) liderança da petista Dilma Rousseff na corrida presidencial.
Ela registra 41,6% da preferência do eleitorado, ao passo que o tucano José Serra, seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, tem 31,6%. A ex-ministra Marina Silva (PV), por sua vez, aparece com 8,5% dos votos, conforme o levantamento.
Na simulação espontânea, quando o entrevistado aponta seu candidato a presidente sem ter acesso a uma lista com possíveis candidatos, Dilma Rousseff também ocupa a posição dianteira, com 30,4%. Neste cenário, José Serra tem 20,2% e Marina Silva outros 5,0%. José Maria Eymael (PSDC) tem 3,0%. Votos brancos e nulos são 3,8%. Eleitores indecisos são 27,9%. Apesar de não poder concorrer, o presidente Lula foi citado por 5,0% dos entrevistados.
Em um eventual segundo turno, Dilma Rousseff venceria o tucano José Serra por 48,3% contra 36,6%. Neste contexto, os votos brancos e nulos chegam a 5,7%. Os eleitores indecisos são 9,6%.
Se disputar contra a verde Marina Silva, Dilma também sairia vitoriosa com 55,7% da preferência do eleitorado. A ex-ministra do Meio Ambiente teria 23,3%. Brancos e nulos são 9,4%. Eleitores que não sabem em quem votariam são 11,7%.
Em uma terceira hipótese de José Serra e Marina Silva se enfrentarem em um eventual segundo turno, o tucano teria 50,0% dos votos, ao passo que a senadora teria 27,8%. Os brancos e nulos neste caso são 9,9%. Eleitores indecisos contabilizam 12,4%.
O levantamento CNT/Sensus mediu ainda o nível de rejeição dos três principais presidenciáveis. José Serra lidera este quesito com 30,8%, seguido de Marina Silva, com 29,7%, e de Dilma Rousseff, com 25,3%. A expectativa de vitória para as eleições presidenciais, independentemente de em quem o eleitor vai votar, dá liderança, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus, para Dilma Rousseff, com 47,1%. Serra aparece com 30,3%, e Marina Silva tem expectativa de vitória de apenas 2,2%.
Encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, a pesquisa foi realizada entre os dias 31 de julho e 02 de agosto, com dois mil entrevistados, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 29 de julho de 2010, sob o número 21411/2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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