27 de out. de 2009

Literatura: vencedores do Prêmio Jabuti

jabuti

O mais importante prêmio literário do País, o Jabuti, organizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), será entregue aos vencedores no dia 4 de novembro (quarta-feira), a partir das 19h30, na Sala São Paulo – rua Mauá, 51, Luz, em São Paulo.

A lista completa dos vencedores da 51ª edição do Prêmio Jabuti pode ser vista no site www.premiojabuti.com.br.

Concorrem como melhor livro do ano de ficção os três primeiros colocados na classificação das categorias de Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Infantil e Juvenil. Já os três primeiros colocados nas categorias de Teoria / Crítica Literária; Reportagem; Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Ciências Naturais e da Saúde; Ciências Humanas; Didático e Paradidático; Educação, Psicologia e Psicanálise; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes, concorrem como melhor livro do ano de não ficção.

Brasil tem menos estrangeiros

Outubro 26, 2009 por Nilnews

O Brasil tem atualmente o menor número de estrangeiros de toda a sua história: cerca de 1 milhão de pessoas, que representam aproximadamente 0,4% da população que mora no país.

A explicação, segundo o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, pode estar na mudança do perfil do estrangeiro que vem para o Brasil.

“Até metade da década de 90 [do século passado] nós recebíamos imigrantes empreendedores. Eram chineses, coreanos, libaneses, que vinham ao Brasil tentar montar pequenos negócios. [Depois disso, o] cenário se modificou. Vimos o Brasil começar a receber [trabalhadores sazonais], mão de obra qualificada ou especializada, que [chegou ao país por causa do] desenvolvimento da indústria de petróleo, da indústria automobilística, da química pesada e da física também”.

Segundo Barreto, esses executivos de multinacionais permanecem no país por no máximo dois anos, sem as famílias, e em seguida vão para outros países, deixando os cargos para brasileiros.

Além deles, há os migrantes sul-americanos, que atravessam as fronteiras para vir ao Brasil em busca de emprego e melhores condições de vida. Apesar do grande fluxo dos vizinhos, especialmente os bolivianos, Barreto garante que o trânsito de fronteira tem se mantido estável.

“Esse trânsito está acontecendo na mesma intensidade, não houve nenhum fator que indique que a migração fronteiriça tenha aumentado em termos quantitativos. O que há neste momento é uma redução do fluxo migratório, nós estamos mandando mais brasileiros para fora, ao contrário de antes, quando nos recebíamos mais”.

De fato, a quantidade de brasileiros que moram fora do país, cerca de 3,5 milhões de pessoas, tem sido motivo de maior atenção das autoridades do que o fluxo inverso. Os Estados Unidos são o país com a maior quantidade de brasileiros: 1 milhão de imigrantes. O Paraguai ocupa o segundo lugar, com 400 mil e o Japão, que atualmente tem 270 mil brasileiros – embora antes da crise esse número chegasse a 315 mil.

De acordo com o chefe da Subsecretaria-Geral de Comunidades Brasileiras no Exterior, Oto Agripino Maia, o perfil das colônias nesses três lugares é bastante diferente.

Os brasileiros que moram nos Estados Unidos e na Europa são, em geral, de baixa qualificação profissional, e trabalham em funções que não são de interesse dos trabalhadores locais.

No Paraguai e na Bolívia vivem produtores rurais, em muitos casos de médio e grande porte, que contribuem para a produção agrária desses países de maneira “substancial”, segundo o embaixador.

No Japão, os imigrantes brasileiro trabalham em fábricas, quase sempre a convite de empreiteiros japoneses e viajaram com tudo organizado, portanto não sofrem muito com problemas de regularização.

“Uma característica que eu posso dizer que é comum a toda a comunidade brasileira no exterior é que ela é muito trabalhadora e muito respeitadora das leis. Diferentemente de outras comunidades, inclusive latino-americanas, os brasileiros não se envolvem com atividades criminosas ou com o crime organizado”.

Está em curso um programa de anistia de imigrantes irregulares no Brasil. Até o dia 31 deste mês, eles podem procurar qualquer posto da Polícia Federal para dar entrada na sua regularização. Para isso, é necessário apenas não ter antecedentes penais.

De acordo com o secretário executivo do Ministério da Justiça, com isso o Brasil espera também poder contar com melhor tratamento para seus imigrantes em outros países. Para ele, é inaceitável que um migrante seja preso por estar sem visto.

“Isso não é uma questão penal, não deve ser tratada assim. Essa é uma questão administrativa. E nós estamos querendo mostrar que não vamos entrar nessa onda de tratar imigrante como criminoso”, afirma Barreto. Espera-se que, até a data prevista, 50 mil estrangeiros sejam regularizados no Brasil, ficando livres para utilizar os serviços públicos e trabalhar.

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