Abertura de “A Favorita” indicava Flora assassina
Agosto 13, 2008 by Nilnews
A revelação de que Flora (Patrícia Pillar) foi a assassina do empresário Marcelo Fontini (Flávio Tollezani) era mostrada desde o primeiro capítulo de “A Favorita”. A indicação está na vinheta de abertura, que resume a trajetória de Flora e Donatela (Cláudia Raia).
A abertura começa com a tela dividida ao meio: o lado de Flora fica em preto e o de Donatela, em branco –cores que costumam simbolizar o mal e o bem, respectivamente.
Ambas começam brincando, depois formando uma dupla sertaneja, até que largam o violão e se separam. Na animação, elas abaixam o instrumento e cada uma olha para o canto oposto ao da outra.
As duas vão para a cidade grande, onde um homem aparece dividido, cada metade no lado de cada uma das personagens. Elas voltam a ficar frente a frente, pois vão brigar pelo amor de Marcelo.
Em seguida, Flora ganha a tela inteira, sentada, segurando o bebê que teve com esse homem. Novamente a imagem é dividida, com o homem no meio e as duas discutindo.
De repente, a arma é empunhada, e um tiro disparado do lado preto –o de Flora. O homem cai, Flora é separada da filha, Lara (Mariana Ximenes), e levada para a cadeia.
Enquanto Donatela brinca com a criança, a personagem de Patrícia Pillar está cabisbaixa, na prisão. A animação volta para as pastagens do início, Lara aparece dividida entre os lados e, mais uma vez, Flora e Donatela estão frente a frente.
Portanto, a resposta para o famigerado segredo revelado na semana passada já estava no ar desde o primeiro dia em que a trama foi ao ar, sem que ninguém percebesse.

Veja a abertura da novela “A Favorita”.
FSP/JONATHAN PEREIRA
Inter confirma venda de Renan para o Valencia
Agosto 13, 2008 by Nilnews
O goleiro Renan , hoje na seleção olímpica, não deve mais vestir a camiseta do Inter. A direção colorada confirmou que o goleiro foi negociado com o Valencia, da Espanha, por € 4 milhões. Como substituto, a diretoria estaria interessada em Michel Alves, do Juventude.
– É uma proposta que não conheço similar para um jogador da posição no Brasil – disse Piffero, para a Rádio Bandeirantes.
Como pertencia somente ao Inter, sem parceiros, a quantia toda ficará no Beira-Rio. A última partida de Renan pelo clube gaúcho foi no empate contra o Náutico, dia 20, em Recife.
O contrato com o Valencia seria de quatro temporadas para o goleiro colorado. Atualmente, Renan defende a Seleção na participação na Olimpíada de Pequim.
Durante a tarde desta terça, a imprensa espanhola já havia anunciado a negociação. A notícia foi destaque na capa da página do Marca na Internet, e também na agência internacional de notícias EFE.
Publicitária ‘aliviada’ após prisão de pai e avô
Agosto 13, 2008 by Nilnews
A publicitária Renata Guimarães Archilla, de 29 anos, recebeu com alívio a notícia de que o próprio pai e o avô foram presos na manhã desta terça-feira (12) em São Paulo. Segundo a polícia, os dois mandaram matar Renata em 2001 por não reconhecer-la como da família. A moça, que sobreviveu ao atentado no qual levou três tiros no rosto, mudou de estado e precisou passar por oito cirurgias reparadoras na face.
“Eu estou aliviada porque passei por muita dor e cirurgias ao longo desses sete anos. Tive que reconstruir a minha vida e mudar de lugar por questão de segurança”, afirmou ao G1. O sentimento também não é de raiva, mas de tristeza. “Sempre tentei me relacionar com a família e eles nunca quiseram. Estou em busca do perdão, do perdão que vem do meu coração”, disse Renata, que “não espera” pedidos de desculpa dos acusados.
Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, e o filho dele, Renato Grembecky Archilla, 49, foram presos na casa onde moram no bairro Jardins, região nobre da capital paulista. O delegado Osvaldo Gonçalvez, responsável pela prisão, contou que os dois ficaram “surpresos” com a decisão da Justiça e se declararam “inocentes”.
Para o promotor Roberto Tardelli, responsável pelo caso, o crime foi encomendado depois que Renata foi reconhecida como filha do empresário Renato Archilla. “A investigação de paternidade demorou mais de 10 anos, quatro exames de DNA foram feitos. Isso acabou fazendo com que eles (os dois acusados) ficassem cada vez mais apreensivos”, explica Tardelli.
O crime ocorreu em dezembro de 2001. Renata foi atacada em um sinal de trânsito no Morumbi, Zona Sul, por um homem vestido de papai noel. “Ele é um policial militar de Sorocaba (no interior de São Paulo), onde meu pai e avô têm fazendas”, contou a publicitária. “Parei o carro, ele me encarou. Achei estranho e, sem falar nada, começou a atirar”, lembrou a vítima. O homem foi o único julgado no caso até agora.
Em 2006, o ex-PM foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão pelo crime. “Sempre soubemos que a atuação dele não era autônoma, ele fez a mando de alguém. Soubemos que só poderia ter partido do pai e do avô, uma vez que ela era considerada herdeira bastarda”, diz o promotor Tardelli.
Procurado logo após a saída dos Archilla para o Centro de Detenção Provisória de Belém, na Zona Leste, o advogado dos dois, Gustavo Eid Bianchi Prates, disse que não comentaria o caso “até ter acesso aos autos”. Apesar de afirmar trabalhar com os clientes há seis anos, não respondeu se são inocentes.
A batalha na Justiça foi longa. Renata contou que foram dez anos até ser reconhecida (por exame de DNA) e mais doze em busca da pensão alimentícia. No meio do processo, uma ameaça. “Seis meses antes do atentado, o meu avô Nicolau me telefona dizendo que eu teria pensão até os 24 anos, mas que a nunca poderíamos saber o que ia acontecer até lá. Não vi isso como uma ameaça”, relatou a publicitária, que tinha 21 anos na época do crime.
Ela ainda não teve acesso à herança a que diz ter direito e nem tem pressa para isso. “Esse dinheiro só me trouxe dor e tristeza. Se algum dia eu herdar, quero transformar em alguma coisa boa”, afirmou a moça, que pretende doar o dinheiro a projetos sociais.
Nicolau Archilla Messa e o filho Renato Garembecki Archilla são donos de uma fortuna incalculável, que inclui haras em Atibaia e Sorocaba, onde são criados cavalos das raças árabe e quarto de milha. A família também é dona de terras em várias cidades, além de fazendas de gado e dezenas de imóveis espalhados pela região dos Jardins.
Apenas a mansão onde eles moram, na Rua Colômbia, já é uma suntuosidade. Ela ocupa um quarteirão inteiro e mais lembra um museu do que uma residência em razão da grande quantidade de obras de arte. Renato ainda vive sob a tutela do pai.
Casada, Renata mora com o marido bem longe de São Paulo. Disse ter reconstruído a vida, mas ainda sofre com os danos provocados pelo atentado. A última das oito cirurgias que fez foi em junho deste ano. Ela contou que a maioria foi para refazer a face. “Perdi todos os dentes da arcada superior e tive de fazer um implante de osso na boca”.
Além disso, ela tem na coluna uma bala que ficou alojada e perdeu 40% da sensibilidade da mão esquerda. Mesmo diante de tantas tragédias, reafirma que não tem raiva do pai e do avô. “Mas espero que a Justiça seja feita ”.
Carolina Iskandarian/G1
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